Porto Velho (RO)27 de Julho de 202615:55:36
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Esporte

Pirlo não será técnico da Itália após polêmica com empresa russa de apostas

Ex-jogador revelou que não é mais considerado pelos seus vínculos comerciais com a casa de apostas Fonbet


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Divulgação/Andrea Pirlo

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O ex-meio-campista da seleção italiana Andrea Pirlo afirmou nesta segunda-feira (27) que deixou de ser considerado para assumir o comando da Itália após sofrer críticas e enfrentar oposição à sua possível nomeação por causa de seus vínculos comerciais com a casa de apostas russa Fonbet.

Campeão da Copa do Mundo e atualmente com 47 anos, Pirlo havia surgido como um dos principais candidatos para substituir Gennaro Gattuso no comando da seleção italiana, depois que o espanhol Pep Guardiola recusou o convite para assumir o cargo.

No entanto, sua candidatura passou a ser questionada devido ao papel que exerce como embaixador global da Fonbet. A ligação com a empresa provocou objeções de dirigentes da Federação Italiana de Futebol (FIGC) e também de parlamentares italianos.

Mais cedo nesta segunda-feira, Pirlo se pronunciou sobre o assunto em uma publicação no Instagram. O treinador revelou que foi informado no domingo de que não estava mais sendo considerado para comandar a seleção italiana.

"Depois de saber, na noite passada, que não sou mais candidato para liderar a seleção italiana, acredito que seja meu dever esclarecer alguns pontos", escreveu nas redes sociais.

"Nos últimos dias, acompanhei com grande amargura o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o cargo de técnico da seleção italiana. Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci meu trabalho em total conformidade com as leis dos países onde atuei e com os contratos que assinei".

Acordo com a Fonbet

Atualmente no comando do United FC, equipe da primeira divisão dos Emirados Árabes Unidos sediada em Dubai, Pirlo assinou um acordo para atuar como embaixador da Fonbet em outubro.

Segundo o treinador, a parceria tem caráter exclusivamente comercial e esportivo.

"Atribuir um significado político a essa colaboração é imputar a mim convicções que nunca expressei e que não me pertencem", acrescentou.

O escrutínio sobre sua relação com a empresa aumentou após Pirlo aparecer ao lado do ex-companheiro de seleção Marco Materazzi no Estádio Luzhniki, em Moscou, durante um evento organizado pela Fonbet. A participação gerou críticas em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em carta publicada no Facebook, o embaixador da Rússia na Itália, Alexey Paramonov, saiu em defesa de Pirlo.

"É triste ver que, apesar de sua extraordinária contribuição ao esporte mundial e à imagem da Itália no exterior, em seu próprio país você agora seja alvo de ostracismo por parte de um establishment que muitos descrevem como 'pseudo-democrático'; um destino que, aliás, já atingiu milhares de atletas russos, maestros, músicos, artistas e cineastas nos últimos anos", escreveu.

O diretor técnico da FIGC, Paolo Maldini, ex-zagueiro de Milan e da seleção italiana que assumiu o cargo neste mês, é o responsável por identificar o próximo treinador da equipe nacional. O novo comandante terá a missão de conduzir a tetracampeã mundial na tentativa de garantir vaga na Copa do Mundo de 2030, após a Itália ficar fora das últimas três edições do torneio.


cnnbrasil


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