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Trump diz que sucessora de Maduro 'pagará preço muito alto' se 'não fizer o certo' na Venezuela

o que aconteceu até agora após ataque americano


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Membro de um grupo armado civil monitora entrada de um supermercado em Caracas neste domingo (04/01)

EPA

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Um dia após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump está pressionando a nova presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a seguir os planos de Washington.

Em entrevista à revista americana The Atlantic, publicada neste domingo (04/01), Trump ameaçou tomar medidas contra Rodríguez.

"Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse ele à revista.

Sobre o futuro da Venezuela, o republicano afirmou: "Uma mudança de regime, ou qualquer outro nome que se queira dar, é melhor do que a situação atual. Não dá para piorar".

Também no domingo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, anunciou que o exército venezuelano apoia Rodríguez como presidente interina.

No sábado (03), Delcy Rodríguez havia afirmado que a operação militar norte-americana que deteve Maduro e sua esposa foi um "sequestro" e uma "agressão estrangeira".

"Na Venezuela, só há um presidente, que se chama Nicolás Maduro Moros", disse ela.

Em entrevista à rede CBS, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Washington vai basear suas decisões ações, e não em declarações de políticos venezuelanos.

"Vamos fazer uma avaliação com base no que eles fizerem, não no que disserem publicamente nesse ínterim, nem no que fizeram no passado, em muitos casos, mas sim no que farão daqui para frente", disse o secretário no domingo.

"Se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir que nossos interesses sejam protegidos, incluindo a quarentena do petróleo que está em vigor, entre outras coisas."



Delcy Rodríguez foi apoiada por militares venezuelanos para assumir presidência interina do país

Rubio disse também que os EUA não estão em guerra contra a Venezuela, e sim contra o tráfico de drogas.

O ministro venezuelano Vladimir Padrino afirmou que integrantes da equipe de segurança de Maduro, assim como "cidadãos inocentes", morreram durante a operação dos EUA na madrugada de sábado.

Ele acusou as forças norte-americanas de "assassinarem a sangue-frio", sem informar o número de mortos, suas identidades ou outros detalhes.

Mais cedo, o jornal The New York Times informou que um complexo de apartamentos na Venezuela foi atingido e que houve ao menos 40 mortos — embora não esteja claro se são civis ou alvos militares.

A BBC não conseguiu verificar essas informações de forma independente.













BBC


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