26/02/2017REUTERS/Joshua Roberts
O governo do presidente americano Donald Trump afirmou, nesta terça-feira (10), considerar as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) ameaças à segurança da região, mas não confirmou a intenção de classificar os grupos como organizações terroristas.
Em comunicado enviado à CNN Brasil, o Departamento de Estado afirmou que "as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com o tráfico de drogas, a violência e o crime transnacional".
"Não adiantamos possíveis designações terroristas nem sobre deliberações a respeito de designações terroristas. Estamos totalmente comprometidos em tomar as medidas cabíveis contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas", concluiu.
Brasil terá cautela sobre possível classificação terrorista
Segundo apurou o âncora da CNN Gustavo Uribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou a equipe de governo a reagir com cautela à possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como terroristas.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que o assunto deve ser concentrado nas negociações diplomáticas, evitando cair em "balões de ensaio".
O diagnóstico até agora no governo brasileiro é de que se trata mais de um discurso retórico do governo de Donald Trump do que uma iniciativa concreta.
E que o governo brasileiro deve evita arroubos discursivos, até para não provocar os Estados Unidos e inviabilizar um encontro entre Lula e Trump em abril.
Uma parceria no combate ao crime organizado foi tratada entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário americano Marco Rubio. Segundo relatos feitos à CNN, Lula chegou a mencionar também o tema com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Lula tenta evitar que os Estados Unidos classifiquem facções, como PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas.
Para o Brasil, a medida impõe risco à soberania e ao país graves consequências.
A tentativa de equiparar facções criminosas a grupos terroristas é motivo de preocupação no governo Lula, que vê a medida como um risco à soberania.
Se os EUA declararem unilateralmente facções como o PCC e o CV como terroristas, a avaliação é de que uma brecha seria aberta, facilitando uma intervenção militar no país e a aplicação de novas sanções, inclusive financeiras.
cnnbrasil