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Irã fala em blefe de Trump após novas ameaças: 'Presidente derrotado'

Em publicação no X, o porta-voz do Parlamento iraniano Ebrahim Rezaei apontou as ameaças dos EUA como 'blefe'


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Photo by Getty Images/Getty Images

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Por meio de publicações na rede social X, o porta-voz do Parlamento iraninano Ebrahim Rezaei retrucou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e chamou as ameaças dele de "blefe". "Não acreditem no blefe do presidente derrotado, o tempo corre contra os americanos", escreveu.

A publicação foi feita nesta segunda-feira (25/5). No sábado (23/5), Trump disse achar que o acordo estava perto de ser concluído — horas depois, afirmou também que iria "explodi-los em mil infernos" caso as duas partes não chegassem a um consenso até este domingo.

Horas depois das falas, Rezaei afirmou que "se eles querem um acordo, que negociem; se querem gasolina a 6 dólares, que fiquem parados e blefando até que nasça grama sob seus pés." O porta-voz iranino reforçou que o Irã "não se curvará à força e à ameaça".

Acordo nuclear

O secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo entre Irã, Israel e Estados Unidos pode ser concluído nesta segunda-feira. Rubio disse que o país daria todas a chances à diplomacia antes de "explorar as alternativas". "Achamos que poderíamos ter alguma novidade ontem à noite, talvez hoje, eu não tiraria conclusões precipitadas disso", disse Rubio em Nova Deli.

Em entrevista a agência local Isna, o diplomata Hossein Noushabadi, diretor do Ministério das Relações Exteriores do Irã, classificou como "pura fabricação" os rumores de uma suspensão de 20 anos no enriquecimento de urânio do país.

De acordo com o diplomata, o programa nuclear e as reservas de urânio altamente enriquecido só serão debatidos em uma fase posterior de até 60 dias, sob condições estritas: suspensão total e verificável de todas as sanções; liberação completa de ativos iranianos congelados e retirada total das forças dos EUA da região.

O esboço inicial defendido pelo Irã foca no fim da guerra em todas as frentes (incluindo o Líbano), na suspensão do bloqueio naval americano, na venda irrestrita de petróleo e na reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo o diplomata, a questão de Ormuz continuará sendo tratada de forma exclusivamente bilateral entre o Irã e Omã.

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que país não deve cobrar pela passagem pelo Estreito de Ormuz, entrando, disse que serviços prestados costumam ter um preço, mas não seriam considerados como taxas.

Os Estados Unidos impõem, desde abril, um bloqueio aos portos iranianos, depois que Teerã praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro.

Ormuz é um corredor estratégico para o comércio mundial de petróleo — antes do conflito, cerca de 20% da produção global passava por ali. O fechamento temporário pressionou os preços da commodity no mundo todo.

No post desse domingo, Trump também faz referência ao acordo nuclear firmado por Barack Obama em 2015. O pacto previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais.

Críticos do acordo, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio.







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