Porto Velho (RO)03 de Julho de 202612:48:01
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El Niño deve ficar mais intenso nos próximos meses, diz ONU

Fenômeno climático deve ganhar força entre julho e setembro, aumentando o risco de secas, enchentes, ondas de calor e impactos na agricultura


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Mundo - A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, alertou que o fenômeno El Niño deve se intensificar rapidamente nos próximos meses e atingir um nível considerado forte entre julho e setembro. Segundo a entidade, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas, chuvas intensas e enchentes em diversas regiões do mundo.

A OMM informou que as condições típicas do El Niño já começaram a se desenvolver no Pacífico tropical e devem continuar se fortalecendo. Apesar de ainda existirem diferenças entre os modelos climáticos sobre a intensidade final do fenômeno, a agência recomenda que governos e comunidades iniciem medidas de preparação para reduzir os impactos.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que um El Niño forte pode agravar secas, aumentar a ocorrência de chuvas torrenciais e elevar o risco de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos. A organização também alerta para possíveis impactos na agricultura, na disponibilidade de água, na segurança alimentar e na propagação de doenças transmitidas por vetores, como mosquitos. 

O fenômeno costuma alterar os padrões climáticos em várias partes do mundo. Em algumas regiões, favorece chuvas acima da média, enquanto em outras provoca estiagens severas. Além disso, contribui para a elevação da temperatura média global. O último episódio intenso de El Niño, entre 2023 e 2024, foi um dos fatores que levaram 2024 a registrar recordes de calor. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o novo alerta reforça a necessidade de acelerar a transição dos combustíveis fósseis para fontes de energia renovável, destacando que o El Niño tende a intensificar os efeitos do aquecimento global já provocado pelas mudanças climáticas. 

CM7 BRASIL


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