Reprodução / Instagram @abelardodlaespriella
O futuro presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que fechará diversas embaixadas ao redor do mundo, incluindo em Cuba e na Nicarágua. Ele também pretende romper as relações diplomáticas com os dois países, por considerar que seus governos são ditaduras.
"Em meu governo, não haverá laços de forma alguma com tiranias", disse o político de direita sobre autoridades cubanas e nicaraguenses.
O anúncio vem dias após o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmar que o país não vai mais realizar eleições, formalizando o regime ditatorial. O objetivo declarado da medida é evitar que a oposição tome o governo liderado por Ortega desde 2007.
Os outros países que terão as embaixadas fechadas pelo futuro presidente da Colômbia, que assumirá o cargo em 7 de agosto, são: África do Sul, Argélia, Azerbaijão, Barbados, Etiópia, Gana, Haiti, Hungria, Malásia, Romênia, Senegal, Tchéquia.
Apesar de querer encerrar a representação colombiana nos países, o político deixou claro que, com exceção de Cuba e Nicarágua, o fechamento de embaixadas não significa o rompimento de relações diplomáticas. O objetivo, na verdade, é cortar gastos.
A expectativa é que a economia gerada com os fechamentos de 15 consulados e 14 embaixadas seja destinada para a segurança, que foi um dos focos de sua campanha nas eleições.
Abelardo de la Espriella
Com o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o candidato de direita chega ao comando da Colômbia com um discurso voltado para o endurecimento na segurança e mudanças na economia. Também conhecido como "O Tigre", ele se apresenta como líder do movimento Defensores da Pátria e conquistou eleitores colombianos ao apoiar medidas rígidas contra o crime.
Entre suas propostas apresentadas ao longo da campanha eleitoral estão medidas duras no sistema prisional e o porte de armas, além de incentivar os acordos militares com os EUA para combater os grupos armados ilegais da Colômbia.
D24am