Reprodução/Youtube/KCENNews
EUA - Um enfermeiro de 32 anos sobreviveu após ser atravessado pelo próprio bastão de caminhada durante uma trilha no Granite Peak, a montanha mais alta de Montana, nos Estados Unidos. Mesmo gravemente ferido, David Cifaldi usou a experiência adquirida em anos de atuação na enfermagem para avaliar o quadro, concluiu que sua vida não corria risco imediato e decidiu caminhar cerca de 16 quilômetros até conseguir atendimento médico.
O acidente aconteceu no último dia 20, quando Cifaldi tentava chegar ao cume da montanha ao lado de dois amigos. A cerca de 3.600 metros de altitude, ele escorregou em uma pedra solta, deixou um dos bastões cair e acabou caindo sobre o outro. O equipamento atravessou completamente seu tronco, perfurando a região lateral das costas e ficando exposto dos dois lados do corpo.
"Foi um acidente completamente fora do comum. Eu apenas escorreguei nas pedras. Era o tipo de situação em que você espera torcer o tornozelo, não sofrer um ferimento catastrófico", relatou à emissora KTMF. Assim que conseguiu se levantar, o enfermeiro fez uma rápida autoavaliação. "Meu cérebro de enfermeiro entrou em ação. Percebi que não era uma situação com risco imediato de morte e tive certeza de que conseguiria sair daquela montanha pelos meus próprios meios."
A decisão foi manter o bastão no lugar durante toda a descida, já que removê-lo poderia provocar uma hemorragia grave. Enquanto um dos amigos acionou as equipes de busca e resgate por meio de um comunicador via satélite, o outro permaneceu ao lado de Cifaldi durante todo o percurso, monitorando o ferimento e ajudando a guiá-lo pelos campos de neve, pedras e trechos íngremes da trilha. Em determinado momento, o enfermeiro ainda pediu que um deles seguisse à frente para avisar outros montanhistas, evitando que crianças se deparassem com a cena.
Após cerca de seis horas e meia de caminhada, o grupo finalmente alcançou o início da trilha. Cifaldi foi levado de carro a um hospital na cidade de Columbus e, depois, transferido para uma unidade especializada em Billings, onde os médicos retiraram o bastão com segurança. Ao todo, o objeto permaneceu atravessado em seu corpo entre oito e nove horas.
Agora em recuperação, o enfermeiro afirma que se considera um homem de sorte. "Alguns centímetros para o outro lado e esta seria uma história completamente diferente", disse. Ele também fez questão de agradecer aos amigos que o acompanharam durante todo o trajeto. "Não acho que conseguiria fazer isso sozinho. Sou muito grato por eles estarem comigo." Enquanto se recupera em casa, uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar a custear as despesas médicas até que ele possa voltar ao trabalho.
d24am