Marcos Moreno/Europa Press via Getty Image
O número de pessoas mortas após invasão de marroquinos em Ceuta, na Espanha, passa de 100. A estimativa foi divulgada por Juan Jesús Vivas, prefeito-presidente da cidade, nesta quinta-feira (6/8), durante uma reunião parlamentar da União Europeia, em Bruxelas.
Cerca de 72 mil migrantes entraram na semana passada no enclave espanhol, a grande maioria a nado. Segundo Juan Jesús Vivas, cerca de 5 mil migrantes da África permanecem em Ceuta, em péssimas condições de subsistência.
Magnus Brunner, comissário europeu para as Migrações, disse que a UE deve usar todas as ferramentas à sua disposição, incluindo a política de vistos e o comércio, para garantir a cooperação do Marrocos em matéria de migração, informou a Reuters.
"Um lembrete muito importante de Ceuta é que, para termos controle, devemos cooperar com nossos vizinhos, é claro, mas enquanto o controle depender da boa vontade de um Estado vizinho, permaneceremos (…) vulneráveis", disse.
"Reitero isso hoje, tendo visto o que vi: Marrocos não é um país confiável", declarou Brunner, acrescentando que a responsabilidade pela única fronteira terrestre da Europa com a África precisa ser supervisionada pela Europa, e não pelos marroquinos.
A cidade de Ceuta pertencente à Espanha fica localizada no norte da África, fazendo uma única fronteira terrestre, com Marrocos. A entrada ilegal em massa de migrantes foi potencializada por boatos nas redes sociais que afirmaram que a fronteira entre Espanha e Marrocos estaria aberta. Mas a grande maioria das pessoas já retornou ao Marrocos e a outros países da África.
O governo espanhol mobilizou mais de 3 mil agentes, entre militares e policiais, para lidar com a multidão de imigrantes, além de ter instalado uma barreira de contenção no mar, que tem 500 metros de comprimento e um metro de profundidade.
Metrópoles