Porto Velho (RO)23 de Agosto de 202620:19:51
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Tunísia procura 14 desaparecidos em naufrágio no Mediterrâneo

Segundo o porta-voz da Guarda Nacional, apenas um sobrevivente foi encontrado e as operações de busca prosseguem


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@SeaWatchItaly/ reprodução

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Oporta-voz da Guarda Nacional, Houcem Eddine Jebabli, citado pela rádio Mosaique, relatou que o barco se afundou durante a última madrugada a 14 milhas náuticas (26 quilómetros) da costa de Zarzis, no sul da Tunísia e transportava uma mulher grávida.

O presidente do Observatório Tunisino dos Direitos Humanos, Mostafa Abdelkebir, referiu-se na rede social Facebook a quatro corpos resgatados, mas sem especificar se pertenciam aos migrantes desaparecidos.

Segundo o porta-voz da Guarda Nacional, apenas um sobrevivente foi encontrado e as operações de busca prosseguem, de acordo com a agência de notícias estatal TAP.

O número de mortes de migrantes mais do que duplicou na rota do Mediterrâneo central e triplicou na rota do Mediterrâneo oriental durante os primeiros quatro meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Este aumento contrasta com uma diminuição significativa do número de chegadas à Europa, de acordo com os dados mais recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), publicados em 12 de agosto.

Na rota do Mediterrâneo central, segundo a OIM, 821 pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas nos primeiros quatro meses de 2026, um aumento de 111%, enquanto as chegadas diminuíram 46%, atingindo as 8.577.

Mais de metade destas mortes (430) foi registada só em janeiro, quando o ciclone Harry atingiu a região.

A Tunísia, cuja costa dista cerca de 145 quilómetros da ilha italiana de Lampedusa, é um importante ponto de partida para os migrantes que tentam a perigosa travessia do Mediterrâneo em direção à Europa.

As partidas de migrantes da Tunísia para Itália diminuíram significativamente após a assinatura do memorando de entendimento com a União Europeia em 2023, que prevê o controlo da migração em troca de apoio financeiro.

As autoridades tunisinas bloquearam as partidas por via marítima, ao mesmo tempo que promoveram regressos voluntários, mas, segundo organizações internacionais, também expulsaram milhares de migrantes para zonas desérticas fronteiriças.

Notícias ao Minuto


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