A acrobata aérea Mariia Konfektova, 28, está processando o Cirque du Soleil por ter quebrado 11 ossos após despencar no chão em uma apresentação em Portland, no Oregon, nos Estados Unidos. O processo de US$ 16,75 milhões (cerca de R$ 84 mi) acusa a companhia de não ter colocado colchões de segurança sob ela durante a performance.
Segundo o jornal The Oregonian, a artista apresentou um processo na última semana e descrevia as fraturas que ela sofreu: uma concussão, visão dupla e fraturas na parte inferior das costas, no pulso, no crânio e em pelo menos sete ossos do rosto. A queda aconteceu em 2025 e ela despencou de uma altura de 4,6 metros.
Outro ponto apresentado pela ação judicial é que além de não ter um colchão ou rede de segurança sob a acrobata, ela aponta que a companhia lhe forneceu um aro que pesava menos do que o que ela havia pedido e o guincho do sistema de cabos usado para seu número estava 60 centímetros fora do centro.
Ainda, apesar de Mariia ter se recuperado rapidamente e voltado a se apresentar, a artista citou repetidamente suas preocupações com a segurança dos artistas e equipamento e acabou sendo demitida pela companhia. O Cirque du Soleil alegou que tinha preocupação com sua condição psicológica para voltar às apresentações.
Na ação judicial, os advogados de Mariia apontam outros 16 artistas da companhia que sofreram ferimentos graves nas últimas duas décadas, o que inclui três casos em que os acrobatas morreram em cena: Montreal em 2009, Las Vegas em 2013 e Tampa em 2018. Todos os casos foram quedas entre 3 e 28,7 metros. O Cirque du Soleil e a empresa americana relacionada são apontados como réus no caso.
Dois anos antes do incidente com Mariia, a divisão de Segurança e Saúde Ocupacional do Oregon havia recomendado ao Cirque du Soleil que acrescentasse medidas de proteção contra quedas, como colchões ao redor da área de apresentação, lembra o processo. Ao investigar a queda de Mariia, a mesma divisão afirmou que a companhia "não realiza de forma eficaz investigações sobre os acidentes sofridos por seus artistas". A agência multou a empresa em US$ 8 mil.
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