Porto Velho (RO)09 de Setembro de 202612:41:16
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Jovem é internado em estado grave após anos de uso de cigarro eletrônico

Freddie Janman começou a usar vape aos 12 anos e abandonou o dispositivo aos 18, após sofrer uma grave crise de asma


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Freddie Janman começou a usar cigarro eletrônico aos 12 anos, incentivado por um amigo enquanto jogavam videogame. O jovem, que tinha asma desde os 3 anos, passou do uso ocasional para o consumo diário e manteve o hábito durante seis anos.

Morador de Surrey, na Inglaterra, Freddie começou com dispositivos descartáveis de 600 tragadas. Cerca de seis meses depois, passou a consumir aparelhos de 2,4 mil tragadas em apenas dois dias.

Aos 18 anos, ele estima que chegava a dar cerca de 1,2 mil tragadas por dia e consumia aproximadamente 80 mg de nicotina. Segundo o jovem, os gastos com cigarros eletrônicos e refis chegaram a pelo menos 4 mil libras, cerca de R$ 27,5 mil.

Crise de asma levou à internação

Durante os anos de uso, Freddie passou a apresentar infecções respiratórias frequentes. Aos 16 anos, contou aos médicos que utilizava vape e foi orientado a abandonar o dispositivo. Ele tentou parar três vezes, mas não conseguiu.

Em 30 de março de 2026, o quadro se agravou. Freddie acordou com forte aperto no peito e, ao longo do dia, passou a ter dificuldade para respirar. À noite, foi levado pela namorada, Zoe Henrick, ao Royal Surrey County Hospital.

Segundo o relato do jovem, exames apontaram níveis muito baixos de oxigênio. Ele permaneceu internado por quatro dias e precisou receber oxigênio.

Mesmo durante a internação, Freddie afirmou que continuou usando o vape escondido devido à dependência.

Jovem deixou o vape após internação

Em 2 de abril, Freddie iniciou um tratamento para abandonar o cigarro eletrônico, com acompanhamento de uma profissional especializada em cessação do tabagismo. Ele passou a utilizar adesivos e chicletes de nicotina e também recebeu um inalador de beclometasona para controlar a asma.

Desde então, afirma não ter voltado a usar o dispositivo.

Segundo a Anvisa, o cigarro eletrônico expõe o organismo a substâncias tóxicas e está associado a problemas pulmonares e cardiovasculares. A agência também alerta que os efeitos de longo prazo dos dispositivos ainda não são totalmente conhecidos.

Metrópoles


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