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Resgate de 163 crianças nos EUA: PF diz que não há brasileiros

Esclarecimento ocorre após famílias de desaparecidos buscarem informações sobre a operação


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Édson Davi Silva Almeida, de 6 anos, desapareceu na praia da Barra da Tijuca em janeiro de 2024

Reprodução/redes sociais

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A Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas l ocalizadas recentemente nos Estados Unidos durante a Operação Statewide Shield. O esclarecimento foi divulgado nesta quarta-feira (9), após a operação contra tráfico humano despertar a esperança de famílias brasileiras que procuram crianças desaparecidas.

Segundo a PF, as autoridades norte-americanas confirmaram que não há brasileiros entre os menores localizados na operação. No entanto, o órgão adotou uma nova medida em um dos casos que chamou atenção após o resgate nos EUA, já que solicitou à Interpol a inclusão de uma criança brasileira desaparecida na Difusão Amarela, mecanismo de cooperação internacional usado para ajudar na localização de pessoas.

Trata-se de Édson Davi Silva Almeida, que desapareceu aos 6 anos em janeiro de 2024, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mãe procurou a Polícia Federal depois de tomar conhecimento da operação realizada nos Estados Unidos.

Nenhuma criança brasileira está entre as resgatadas

A Operação Statewide Shield localizou 163 crianças e adolescentes nos Estados Unidos. A ação mobilizou autoridades americanas e teve como objetivo encontrar menores desaparecidos ou em situação de vulnerabilidade.

As vítimas tinham entre dois meses e 17 anos e foram localizadas na Flórida, em outros estados americanos, em Porto Rico e em 12 países, incluindo o Brasil.

A divulgação do resultado fez com que famílias de crianças desaparecidas em diferentes países passassem a verificar se seus parentes poderiam estar entre os menores encontrados.

Entretanto, no Brasil, a Polícia Federal esclareceu que nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas nos EUA.

A informação é importante porque, até então, havia expectativa entre familiares de desaparecidos sobre a possibilidade de algum brasileiro estar entre os resgatados.

No caso de Édson Davi, por exemplo, a família procurou a PF para verificar a possibilidade de que o menino estivesse entre as crianças localizadas. A operação, porém, não resultou na identificação de Édson.

PF pede inclusão de Édson Davi na Interpol

Após o contato da mãe do menino, o Núcleo de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal tomou as providências para formalizar junto à Interpol, que é uma organização que facilita a cooperação entre polícias de diferentes países, o pedido de inclusão de Édson Davi na Difusão Amarela.

A mãe foi novamente contatada pela PF para providenciar a documentação necessária para oficializar a solicitação.

A Difusão Amarela é um mecanismo de cooperação policial internacional destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive quando existe a possibilidade de que elas estejam fora do país de origem.

Contudo, o envio do pedido não significa que Édson tenha sido localizado ou que haja confirmação de que ele esteja fora do Brasil.

Depois que a solicitação é encaminhada pela autoridade policial competente, cabe à Interpol analisar as informações e decidir se o alerta será publicado e compartilhado com os países-membros da organização.

Caso dos irmãos desaparecidos no Maranhão



Allan Michael, de 4 anos e Ágatha Isabelly, de 6 anos


A operação nos Estados Unidos também chamou atenção no caso dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro de 2026 no Maranhão.

A defesa da família havia levantado a possibilidade de que o desaparecimento pudesse ter relação com tráfico humano e buscou informações sobre as crianças encontradas nos Estados Unidos.

A Polícia Federal também ofereceu ferramentas de cooperação internacional da Interpol para auxiliar nas buscas pelos irmãos.

Assim como no caso de Édson, Ágatha e Allan não estão entre as 163 crianças localizadas nos Estados Unidos, segundo a PF.

Édson Davi desapareceu em janeiro de 2024

Édson Davi desapareceu na tarde de 4 de janeiro de 2024, quando estava na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, acompanhando o pai, que trabalhava em uma barraca no local.

O caso foi registrado inicialmente na 16ª DP, na Barra da Tijuca, e posteriormente passou a ser investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Imagens analisadas pela investigação mostraram o menino na região da praia antes do desaparecimento. Uma testemunha registrou Édson próximo ao mar por volta das 15h37. Outros registros mostraram a criança caminhando pelo calçadão e depois retornando para a areia.

Os últimos registros analisados pela investigação mostram Édson próximo à barraca do pai, por volta das 16h47.

A família contesta a possibilidade de que o menino tenha se afogado e defende a hipótese de que ele possa ter sido levado por outra pessoa. Até hoje, Édson não foi localizado.

Irmãos de Bacabal continuam desaparecidos

Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar na região do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Eles estavam acompanhados de um primo de 8 anos, que foi encontrado três dias depois. As buscas mobilizaram forças de segurança e voluntários, mas os irmãos continuam desaparecidos.

A investigação está sob segredo de Justiça, e a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as buscas continuam.

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