Porto Velho (RO)14 de Setembro de 202619:19:42
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Espriella mantém ofensiva contra grupos criminosos mesmo após decisões da Justiça na Colômbia

Presidente colombiano afirma que vai recorrer de medidas que limitam operações militares e pulverização de plantações de drogas


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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou no domingo (13) que pretende contestar decisões judiciais que impõem restrições à estratégia de combate adotada pelo governo contra grupos criminosos.

Pouco mais de um mês após assumir a Presidência, o político de direita ampliou as ações militares contra organizações ligadas ao narcotráfico, à mineração ilegal e à extorsão. A política, porém, passou a enfrentar limites determinados pela Justiça colombiana.

Espriella declarou que o governo cumpre as decisões enquanto elas estiverem em vigor, mas que isso não impede a apresentação de recursos para contestá-las.

Entre as determinações recentes está a suspensão de bombardeios em áreas onde existam informações sobre a presença de menores de idade. A Justiça também ordenou a retirada de vídeos que mostram cadáveres de pessoas apontadas como criminosas e interrompeu testes de pulverização aérea contra plantações de drogas.

Ofensiva militar

Desde o início do mandato, Espriella intensificou as operações das Forças Armadas contra grupos armados. Três bombardeios foram realizados contra acampamentos de guerrilheiros em áreas da Amazônia e próximas à fronteira com a Venezuela.

As ações deixaram pelo menos 42 mortos, entre eles seis menores de idade. A presença de crianças e adolescentes entre as vítimas passou a ser um dos principais pontos considerados pela Justiça ao impor restrições às operações.

A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo e possui diferentes grupos armados envolvidos em atividades ilegais. Além do tráfico de drogas, essas organizações também atuam em áreas como mineração ilegal e extorsão.

O presidente prometeu combater o chamado "narcoterrorismo" sem estabelecer negociações com organizações criminosas. A proposta inclui maior participação das Forças Armadas e mudanças na legislação para aumentar a repressão aos grupos.

O governo também prepara um projeto para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. A proposta deverá ser enviada ao Congresso e estabelecer regras específicas para definir e combater esse tipo de organização.

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