Porto Velho (RO)21 de Setembro de 202615:49:13
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Irã acusa EUA de barrar jornalistas antes da Assembleia da ONU

Porta-voz iraniano afirmou que decisão contra equipe de imprensa de Pezeshkian tenta impedir acesso a informações durante reunião em Nova York


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Reprodução/X

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O governo do Irã acusou nesta segunda-feira (21/9) os Estados Unidos de tentar limitar o acesso à informação ao não conceder vistos a jornalistas que acompanhariam o presidente do país, Masoud Pezeshkian, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A crítica foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei. Em publicação no X, ele afirmou que a decisão atinge integrantes da equipe de imprensa do presidente.

Segundo Baghaei, Washington estaria criando obstáculos tanto para jornalistas iranianos quanto para profissionais estrangeiros. O porta-voz classificou a medida como uma tentativa de "esconder a verdade" e acusou os Estados Unidos de violar o direito de acesso à informação.

"Quando uma administração fecha suas portas — até mesmo para jornalistas americanos que por acaso não aprecia — e proíbe repórteres estrangeiros, incluindo a equipe de mídia do presidente iraniano, cujas vozes ela preferiria silenciar, não está gerenciando o acesso; está tentando esconder a verdade e avançar sua campanha de desinformação ao pisotear o direito de acesso à informação", afirmou o porta-voz.

Porta-voz cita Guerra Fria

Na mesma publicação, Baghaei comparou a decisão norte-americana à Cortina de Ferro, expressão usada durante a Guerra Fria para representar a divisão entre os países ocidentais e as nações do Leste Europeu alinhadas à União Soviética.

O termo ganhou notoriedade após um discurso do então primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em 1946.

Para o porta-voz iraniano, os Estados Unidos, que historicamente se apresentaram como defensores da abertura de informações e da queda da Cortina de Ferro, estariam agora criando uma espécie de barreira dentro do próprio território.

Guerra entre EUA e Irã

A guerra começou há sete meses, após uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

Desde então, EUA e Irã passaram a trocar ataques e retaliações, ampliando a tensão em diferentes pontos do Oriente Médio.

O conflito também aumentou a instabilidade na região, com consequências para países vizinhos e para rotas estratégicas de comércio.

Estreito de Ormuz se tornou um dos principais pontos de tensão. A passagem é estratégica para o transporte internacional de petróleo e gás.

Os confrontos passaram a afetar o comércio internacional e o mercado de energia, especialmente diante dos riscos para a circulação de navios pelo Estreito.

Delegação terá restrições nos EUA

A questão dos vistos ocorre dias depois de Washington autorizar a entrada da delegação principal do Irã para a Assembleia Geral. O governo norte-americano informou que o grupo será menor que o enviado no ano passado e estará submetido a restrições de circulação em Nova York.

O presidente Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, estão entre os integrantes autorizados a participar do encontro. As medidas também incluem limitações para deslocamentos e compras de determinados produtos.

Metrópoles


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