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Acordo prevê duas novas bases militares dos EUA na Groenlândia

Pacto assinado por Trump e líderes da Groenlândia e Dinamarca amplia presença militar norte-americana na ilha


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Os Estados Unidos poderão estabelecer duas novas áreas de defesa na Groenlândia, conforme os termos de um acordo assinado nesta terça-feira (22). O documento foi firmado pelo presidente norte-americano Donald Trump, pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e pela primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.

A assinatura ocorreu durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A Groenlândia é uma região autônoma que integra o Reino da Dinamarca.

Segundo o acordo, os Estados Unidos poderão estabelecer estruturas de defesa adicionais em Narsarsuaq e Mestersvig. Os detalhes técnicos e as condições para a instalação ainda deverão ser definidos em conjunto pelas partes.

Atualmente, os Estados Unidos já mantêm uma instalação militar na Groenlândia. O novo pacto amplia a participação norte-americana na segurança da região.

O documento também estabelece que países que não façam parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não poderão manter presença militar na ilha.

Interesse dos EUA na Groenlândia

O interesse de Donald Trump pela Groenlândia não é recente. Durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, o presidente norte-americano chegou a manifestar interesse em comprar e anexar a ilha aos Estados Unidos.

Após retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump passou a defender uma atuação mais direta dos Estados Unidos na região e mencionou a possibilidade de utilizar força para assumir o controle do território.

A Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca, que integra a Otan. A aliança militar reúne 32 países e tem como princípio a defesa coletiva de seus integrantes diante de um ataque.

O acordo ocorre em meio às discussões sobre a segurança da região. Trump afirma que a Groenlândia possui importância estratégica para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Com o novo pacto, os Estados Unidos ampliam a possibilidade de presença militar na ilha, enquanto os detalhes sobre as futuras estruturas em Narsarsuaq e Mestersvig ainda serão definidos entre os envolvidos.

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