Porto Velho (RO)24 de Setembro de 202603:30:31
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Menina tem sanguessuga retirada da garganta após beber água de riacho

Parasita causou sangramentos, dificuldade para engolir, tosse e anemia


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Reprodução/Clinical Case Reports

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Uma menina de 12 anos teve uma sanguessuga de aproximadamente 8 centímetros removida da garganta depois de passar cerca de uma semana com sangramentos no nariz, dificuldade para engolir e tosse. O caso ocorreu em Herat, no Afeganistão, após a criança beber água diretamente de um riacho durante um piquenique.

Segundo relato publicado na revista científica Clinical Case Reports, os sintomas começaram pouco depois do passeio, inicialmente com uma leve irritação na garganta. Nos dias seguintes, a menina passou a apresentar dificuldade crescente para engolir, episódios recorrentes de sangramento nasal e tosse intermitente.

No primeiro atendimento médico, a criança foi diagnosticada apenas com uma possível infecção na garganta. Mas, como os sintomas persistiram, ela foi reavaliada cerca de uma semana depois.

Durante um exame mais cuidadoso, médicos encontraram uma estrutura escura presa à parede posterior da faringe. A análise revelou que se tratava de uma sanguessuga viva, que se estendia em direção à parte inferior da garganta.

O parasita media cerca de 8 centímetros e foi retirado com uma pinça. Após o procedimento, os sangramentos e a dificuldade para engolir desapareceram imediatamente.

Exames mostraram que a menina estava com anemia moderada. Ela recebeu suplementação oral de ferro e, quatro semanas depois, ela melhorou. Nesse período, não houve novos sangramentos, tosse ou problemas para engolir.

Sanguessuga pode provocar sangramento persistente

A infestação por sanguessugas no organismo é conhecida como hirudiníase. Esses animais podem entrar no corpo por meio de água doce não tratada e se prender a regiões como nariz, garganta, laringe, traqueia ou esôfago, onde se alimentam de sangue.

A saliva da sanguessuga contém substâncias anticoagulantes, entre elas a hirudina, que podem fazer com que o sangramento continue mesmo quando o ponto de fixação é pequeno.

Crianças são consideradas particularmente vulneráveis por terem vias aéreas menores e maior risco de perda significativa de sangue. Em situações mais graves, a presença do parasita também pode provocar obstrução respiratória.

Os autores do estudo recomendam que médicos considerem a possibilidade de infestação em pacientes com sangramentos nasais recorrentes, dificuldade para engolir ou sintomas persistentes na garganta após contato com água doce não tratada.

Os pesquisadores também destacam medidas preventivas, como ferver, filtrar ou tratar a água retirada diretamente de rios, riachos e outras fontes naturais antes do consumo.


R7


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