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O índice de pobreza subiu no primeiro semestre da Argentina e atingiu 32,3% da população, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nessa quinta-feira (24/9).
O número no fim do ano passado era de 28,2%, ou seja, a pobreza subiu quatro pontos percentuais nos primeiros seis meses do ano, interrompendo uma tendência de queda do governo de Javier Milei.
Há um total de 15,4 milhões de pessoas vivendo em situação de pobreza na Argentina, segundo a consultoria econômica ExQuanti. O número no fim de 2025 era de 13,4 milhões de pessoas.
Números recentes do índice de pobreza na Argentina, segundo a Pesquisa Permanente de Domicílios (PPD) do censo argentino:
O censo revelou que a atividade econômica argentina teve um recuo de 2,9% no mês de julho, o pior desde a pandemia da covid-19.
Crianças são as mais afetadas
Dados do Indec revelam que o percentual de crianças (até 14 anos) em situação de pobreza subiu, passando de 41,3% para 44,5% no 1° semestre. A pobreza extrema também avançou, de 6,3% no final de 2025 para 7,5%.
O percentual significa que 4,1 milhões de crianças estão vivendo em situação de pobreza. O governo de Javier Milei trata como um "fenômeno temporário", segundo o jornal argentino La Nacion.
O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, defendeu o governo de Milei em publicação no X, destacando a queda da pobreza em anos anteriores.
"Embora as taxas de pobreza e de indigência tenham aumentado 4,1 p.p. e 1,2 p.p. em relação ao semestre anterior, ambas as taxas registraram uma forte queda em relação ao primeiro semestre de 2024. Em comparação com esse período, a taxa de pobreza reduziu-se de 52,9% para 32,3%, enquanto a de indigência caiu de 18,1% para 7,5%", alegou no X.
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