Porto Velho (RO)03 de Novembro de 202615:15:33
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Líder de gangue pede trégua à ONU após Bukele enviar 2 mil tropas ao Haiti

O líder de uma das gangues mais poderosas do Haiti diz que pede solução pacífica desde agosto deste ano e fez um apelo a Bukele


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Handout/Getty Images

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O líder de uma das gangues mais poderosas do Haiti solicitou, nesse domingo (1º/11), a mediação da Organização das Nações Unidas (ONU) em um diálogo de paz com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, 10 dias após a chegada de mais de 2 mil soldados do país. Tropas se infiltraram no Haiti depois do desaparecimento de quatro soldados salvadorenhos durante um conflito contra coalizões criminosas haitianas.

O pedido é endereçado a António Guterres, Secretário-Geral da ONU. A carta que pede trégua foi redigida por Wilson Joseph, também conhecido como Lanmò San Jou. 

Joseph é líder da coalizão criminosa conhecida como 400 Mawozo, que atua no Haiti, especificamente na região de Croix-des-Bouquets, nos arredores de Porto Príncipe, local onde soldados salvadorenhos foram atacados no domingo, 18 de outubro.

Soldados salvadorenhos no Haiti

O Haiti vive um colapso de segurança pública, com cerca de 80% da capital (Porto Príncipe) dominada por coalizões criminosas. Para conter o caos, a ONU apoiou a criação da Força de Supressão de Gangues (GSF em inglês)—incluindo vários países do Sul Global, como El Salvador.

Durante o conflito, no dia 18 de outubro, quatro militares salvadorenhos faziam a segurança de Porto Príncipe, quando foram comprar mantimentos em um mercado local.

Ao passar região de Croix-des-Bouquets, o carro foi alvejado e os militares sequestrados pelas gangues. A principal suspeita é que eles estejam sendo feitos de refém.

Após tomar conhecimento do sequestro, Bukele deu um ultimato para libertar os militares salvadorenhos. Como as gangues não responderam, Bukele ordenou o envio de 2 mil militares para o resgate de compatriotas vivos e, agora, o líder do 400 Mawozo pede trégua.

Conforme a mídia haitiana, Lanmò San Jou afirma que desde agosto as coalizões expressam disposição para "solução pacífica de crise nacional, através de um um diálogo entre as forças internacionais presentes no Haiti (GSF) e o grupo 400 Mawozo".

O líder da coalizão criminosa diz que a população civil está exposta a uma alarmante violência e que o povo haitiano será a primeira vítima se Bukele decidir agir por vingança, no que diz respeito ao envio de tropas massivo ao país.

"Dadas as declarações vingativas, as expectativas e as ameaças do Sr. Nayib Bukele, temo que esta situação leve a uma escalada da violência e a uma lógica de represálias, das quais o povo haitiano seria a primeira vítima", diz a carta.

Suspeito que propôs paz é procurado nos EUA; recompensa de US$ 1 milhão

O grupo no qual Joseph lidera, os 400 Mawozo, opera principalmente em Croix-des-Bouquets, uma comunidade perto de Porto Príncipe.

A gangue criminosa atua com sequestros, extorsões financeiras, tráfico, homicídios, além de estupros coletivos em mulheres e menores de idade como "tática de terror" para impor medo e respeito na população local.

Um dos sequestros mais famosos do grupo vitimou 17 missionários, sendo 16 deles dos EUA e um do Canadá. Havia cinco crianças no grupo, e todas as vítimas foram libertadas posteriormente mediante a pagamentos de alta quantia feito por terceiros.

O governo dos EUA ofereceu uma recompensa de US$ 1 milhão de dólares por Joseph, que foi indiciado nos EUA sob acusações de conspiração para cometer sequestro e sequestro.

Metrópoles


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