Porto Velho (RO)05 de Novembro de 202609:52:19
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Oposição pede impeachment do presidente do Paraguai após crise bancária

Banco Ueno, o maior banco digital do Paraguai, foi dissolvido pelo Banco Central e é investigado por manipulação patrimonial


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Reprodução/CEPAL

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A oposição ao presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou um pedido de impeachment contra o chefe de estado paraguaio após a crise bancária causada com a dissolução do banco digital Ueno, que possuía cerca de 3 milhões de clientes. O caso gerou vários protestos no país e culminou na renúncia do presidente do Banco Central Carlos Cavallo.

O presidente da Câmara paraguaia, Raúl Latorre, marcou para as 10h (horário de Brasília) desta quinta (5/11) uma sessão para decidir sobre a abertura dos processos de impeachment contra Peña e o vice-presidente Pedro Alliana. 

A acusação foi apresentada por um grupo de 35 deputados. Para abrir o processo de impeachment, será necessário o apoio de 54 parlamentares da Câmara.

A crise no Banco Ueno atinge especialmente Peña, já que o presidente paraguaio era acionista da empresa controladora do banco até 2025. O Ueno também abrigava dinheiro público do Paraguai, incluindo da previdência social do país.

Banco Ueno

O Banco Central do Paraguai iniciou o processo de dissolução do Banco Ueno, o maior banco digital do país, na terça-feira (3/11), após o índice de solvência da instituição financeira cair para menos da metade do exigido.

O Banco Ueno é investigado por suposta manipulação da situação patrimonial e de um esquema de empréstimos a empresas que teriam vínculos com o grupo controlador do banco. Oito executivos já foram presos, incluindo o principal acionista e vice-presidente do banco, Miguel Vázquez.

A dissolução fez com que clientes que tivessem dinheiro no banco ficassem sem acesso aos valores temporariamente. O banco era coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos, equivalente ao FGC no Paraguai, que prevê cobertura de até US$ 38 mil - 75 salários mínimos paraguaios.

O presidente Santiago Peña aprovou uma lei para que seja pago um adiantamento de até 40 salários mínimos mensais aos clientes, em um prazo de até 5 dias.

"Confio que o Banco Central do Paraguai implementará de forma imediata esta Lei e agradeço ao Congresso Nacional pelo tratamento responsável e comprometido", escreveu Peña no X ao anunciar a lei, aprovada em um dia pelo Congresso.

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