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Vinicius de Queiroz, 23, preso após matar a própria mãe, Maria Elenice de Queiroz, 61, a facadas, não demonstrou culpa ou remorso ao ser interrogado. Ele contou até que já havia sonhado com o crime anteriormente. A declaração foi dada pouco depois do crime, ocorrido em um apartamento no Guará II, no Distrito Federal. No depoimento, o estudante de economia relatou que costumava controlar os incômodos auditivos, mas disse que, no dia do crime, agiu por "impulso".
"Nós somos de personalidades diferentes. Ela fala um pouco alto e tals, e eu tenho um pouco de sensibilidade, e acabei atacando ela. Foi isso. Eu a acertei com uma facada na jugular", contou.
A delegada plantonista da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) questionou se ele já havia tido essa vontade súbita e estranha em outras ocasiões, e o jovem respondeu.
"Não foi a primeira vez, mas antes eu conseguia controlar. Eu não me descontrolava exatamente, eu só ficava muito deprimido ou esmurrava alguma coisa".
Ainda no interrogatório, a delegada pergunta se Vinícius já tinha sonhado com isso. Ele responde: "Sonhar, eu já sonhei com isso, sim. É como se eu já tivesse visto isso antes".
Vinícius foi detido na últma terça-feira (20), e na audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (21), a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva. Segundo a Polícia Militar, o jovem foi encontrado sentado no sofá quando os agentes entraram no imóvel, no Polo de Modas da QE 40, no Guará II.
A vítima foi atingida no pescoço e entrou em parada cardiorrespiratória. O Corpo de Bombeiros informou que ela não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que apura feminicídio.
D24am