Reprodução
Um homem de 39 anos, que estava foragido da Justiça do Paraná, foi preso nesta sexta-feira (24) no município de Presidente Médici, na região central de Rondônia. A captura foi realizada por policiais civis da Regional de Vilhena durante o cumprimento de diligências relacionadas a uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
De acordo com a Polícia Civil, contra o investigado havia um mandado de prisão em aberto expedido pela 1ª Vara Criminal de Toledo (PR), em um processo pelo crime de estupro, previsto no artigo 213 do Código Penal. A ordem judicial foi cumprida sem registro de intercorrências.
A localização do suspeito ocorreu durante um inquérito que apura uma tentativa de estupro de vulnerável. Conforme a investigação, uma mulher procurou a DEAM de Vilhena após negociar, pela internet, a contratação de um frete para mudança. Durante a conversa, o homem teria informado que poderia realizar o serviço, mas passou a oferecer dinheiro em troca de manter relações sexuais com ela e com sua filha, uma menina de 7 anos.
Segundo a Polícia Civil, a mãe denunciou o caso imediatamente e, no decorrer das investigações, também relatou ter sido ameaçada pelo investigado.
Com o avanço das diligências técnicas, os policiais conseguiram identificar o autor das mensagens e localizar seu paradeiro. Durante a apuração, foi constatada a existência do mandado de prisão expedido pela Justiça do Paraná, que permanecia pendente de cumprimento havia anos.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à unidade policial de Presidente Médici para os procedimentos legais e, em seguida, transferido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Além do cumprimento do mandado de prisão, ele também é investigado, no âmbito do inquérito conduzido pela DEAM de Vilhena, pela suposta prática de tentativa de estupro de vulnerável, conforme previsto no artigo 217-A, combinado com o artigo 14, inciso II, do Código Penal.
Em nota, a Polícia Civil de Rondônia reafirmou seu compromisso com o enfrentamento aos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, destacando o trabalho de identificação, localização e responsabilização dos envolvidos, além da proteção e do acolhimento às vítimas e seus familiares.
Por se tratar de um caso envolvendo criança, a identidade da vítima e de seus familiares é mantida em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil orienta que denúncias podem ser feitas por meio do telefone 197, pelo 181 da Secretaria de Segurança Pública ou pelo WhatsApp institucional, no número (69) 3216-8940. O sigilo e o anonimato são garantidos em todos os canais.
Portal SGC