Uma mulher de 27 anos foi encontrada morta dentro de um quarto de motel no Centro de Belo Horizonte, neste domingo (16). O companheiro dela, de 30 anos, é o principal suspeito do crime e permanece internado sob escolta policial.
Segundo a Polícia Militar, um hóspede ouviu pedidos de socorro vindos do quarto e avisou uma funcionária do estabelecimento. Ela tentou entrar em contato por telefone, mas não obteve resposta. O hóspede e a funcionária foram até a porta do quarto e perceberam a mulher caída no chão, além de uma grande quantidade de sangue no local.
A Polícia Militar foi acionada e entrou no quarto utilizando uma chave reserva. A vítima já estava sem vida e o companheiro dela foi encontrado desacordado, abraçado ao corpo da mulher. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte e socorreu o homem, que apresentava um corte no pescoço, para o Hospital João XXIII. Ele segue internado sob custódia policial e deve passar por cirurgia.
Suspeito apresenta versão à polícia
Após ser estabilizado, o homem contou aos policiais que mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de três anos. Segundo o relato, os dois estavam no motel desde o meio-dia de sábado (15).
O suspeito afirmou que saiu do estabelecimento para comprar bebidas e, quando retornou, teria encontrado a companheira conversando com outra pessoa. Ele também disse ter visto mensagens no celular dela, o que teria iniciado uma discussão entre os dois.
Ainda conforme a versão apresentada pelo homem, a mulher teria utilizado um punhal para feri-lo no pescoço. Ele afirmou que, para se defender, imobilizou a companheira com um golpe conhecido como "mata-leão".
A versão, porém, não coincide com os primeiros levantamentos da perícia. Conforme a Polícia Militar, foram identificados sinais de esganadura e enforcamento, além de marcas de mãos no pescoço da vítima.
O corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames que devem auxiliar na investigação das circunstâncias da morte.
A Polícia Civil informou que o caso segue em apuração.
G1 Minas Gerais