Porto Velho (RO)02 de Setembro de 202612:46:35
EDIÇÃO IMPRESSA
Plantão de Polícia

Menina denuncia padrasto por estupro em carta entregue à mãe em Santa Luzia

Criança, de 10 anos, relatou que os abusos teriam começado quando tinha 8


Imagem de Capa

PUBLICIDADE

Uma menina de 10 anos denunciou à mãe, por meio de um bilhete, que teria sido vítima de abuso sexual cometido pelo padrasto desde os 8 anos. O caso aconteceu em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O suspeito, de 31 anos, chegou a ser detido pela Polícia Militar, mas foi liberado após ser ouvido pela Polícia Civil. Segundo a corporação, não estavam presentes os requisitos legais para a prisão em flagrante.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso em caráter prioritário e informou que solicitou uma medida protetiva em favor da criança.

Nesta segunda-feira (31), a mãe entregou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Luzia um vídeo que, segundo ela, registra uma abordagem do suspeito à filha. O material foi anexado ao inquérito.

O que diz o bilhete

Segundo a mãe, ela descobriu a denúncia por meio do bilhete escrito pela filha. No texto, a menina afirma que demorou a contar o que estava acontecendo porque acreditava que a mãe estava feliz no relacionamento.

"Me abusa desde os meus 8 anos. Eu quis falar isso porque eu tô cansada disso. Eu não te falei antes porque eu achava que vocês eram um casal feliz", escreveu a criança.

Após ler o bilhete, a mãe afirmou que passou a buscar formas de confirmar o relato e procurou ajuda.

"Eu estou morta por dentro! Minha filha, graças a Deus, está se recuperando. Eu estou revoltada com a liberdade dele, tinha que estar preso. A minha luta agora é por justiça e tratar minha menina", disse.

Câmera foi instalada na casa

Depois de receber o bilhete, a mãe contou que instalou uma câmera provisória na sala da residência para verificar o relato da filha.

Segundo ela, em determinado momento, a menina foi enviada para casa sob a justificativa de que iria tomar banho. O suspeito teria ido até o imóvel e abordado a criança.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao descobrir que a menina havia contado à mãe sobre os supostos abusos, o homem teria questionado por que ela não havia pedido que ele parasse, em vez de revelar o que acontecia.

As imagens, que têm áudio, foram entregues à Polícia Civil nesta segunda-feira (31). A corporação confirmou o recebimento e informou que o material foi anexado à investigação.

Como o suspeito foi localizado

A mãe pediu ajuda a um sobrinho para acionar a polícia. Enquanto buscavam ajuda, os dois encontraram uma viatura da Polícia Militar que fazia patrulhamento na região e relataram o caso aos agentes.

Os policiais localizaram o suspeito, que foi conduzido por suspeita de estupro de vulnerável.

A menina foi encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.

Por que o suspeito foi liberado

O homem foi ouvido em 25 de agosto, por meio da Central Estadual do Plantão Digital, e depois foi liberado.

Segundo a Polícia Civil, não estavam presentes os requisitos legais para a prisão em flagrante. A corporação não detalhou quais circunstâncias levaram à decisão.

O que a Polícia Civil investiga

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Luzia. Segundo a Polícia Civil, o inquérito tramita em caráter prioritário e busca esclarecer a autoria e as circunstâncias dos fatos.

A mãe da menina já prestou depoimento. A polícia também informou que adotou as providências de polícia judiciária necessárias e formalizou um pedido de medida protetiva em favor da criança.

O vídeo entregue pela mãe também foi anexado aos autos.

O que ainda falta esclarecer

A investigação ainda precisa esclarecer o conteúdo das imagens entregues à Polícia Civil e se o material contribui para confirmar o relato apresentado pela criança. A corporação confirmou o recebimento do vídeo, mas não divulgou detalhes sobre as gravações.

Também não foi informado quantos episódios de abuso são investigados. No bilhete, a menina afirma que os abusos teriam começado quando ela tinha 8 anos.

A Polícia Civil também não detalhou quais outras provas já foram reunidas durante a investigação, além dos depoimentos e do vídeo.

Outro ponto ainda não esclarecido é a situação do investigado. Ele foi ouvido e liberado em 25 de agosto, mas a polícia não informou se houve ou se haverá um pedido de prisão durante o andamento do inquérito.

A corporação informou ainda que solicitou uma medida protetiva para a criança, mas não esclareceu se o pedido já foi analisado pela Justiça.

G1 Minas Gerais


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Plantão de Polícia