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Thiago Willians Gutian Leal, 33 e Ana Julia de Carvalho Neves, 20, foram presos em São João da Boa Vista, São Paulo, na segunda-feira (31), suspeitos de torturar e tentar matar o filho da investigada, um bebê de apenas 1 ano. Mensagens interceptadas pela polícia mostram o padrasto orientando a mãe a afogar a criança em uma bacia com água quente.
Em uma das conversas, Leal orienta Ana a afogar o próprio filho dela, em uma bacia com água quente, em um intervalo de cinco minutos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as investigações sobre o caso começaram em junho. À época, o menino deu entrada no hospital com ferimentos supostamente causados por queda. A criança teve traumatismo craniano. Naquela ocasião, Ana e Leal, padrasto do menino, alegaram que a criança caiu da cama. Exames constataram outras lesões pelo corpo do menino, que ficou internado por um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da região.
As conversas entre o casal, que tem uma diferença de 13 anos de idade, também abrangia outras formas de torturar o menino. Entre elas, a de ministrar sedativos tarja preta para que o garoto dormisse rapidamente e obrigá-lo a caminhar exaustivamente dentro do imóvel do casal.
A Justiça decretou as prisões temporárias de Ana e Leal. O casal foi preso por policiais da Delegacia Central de São João da Boa Vista. A Justiça também decretou o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão contra o casal. A polícia localizou medicamentos controlados, colher de madeira, máquina de choque e uma arma falsa, além de algema, celulares e bacia plástica.
A investigação também apurou que o casal sufocava o menino quando ele chorava, o trancava nu dentro do banheiro e o castigava com golpes na sola dos pés e nádegas utilizando uma colher de madeira.
O delegado Fabiano Antunes de Almeida, responsável pelo caso, afirmou que a investigação segue em andamento para apurar e individualizar a conduta do casal. Segundo a polícia, Leal é segurança particular.
d24am