Porto Velho (RO)14 de Setembro de 202615:31:08
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'Investidor do amor' que agia em app de namoro levou R$ 327 mil de vítima

Investigado usava fotos falsas e atraía mulheres em aplicativos de relacionamento e prometia lucros financeiros; prisão ocorreu em hotel


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Reprodução

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Um homem procurado por aplicar golpes em mulheres que conhecia pela internet foi preso preventivamente, em Goiânia (GO), por agentes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), no último domingo (13/9). O investigado atuava na modalidade conhecida no jargão policial como "golpe do amor", utilizando redes e aplicativos de relacionamentos para se aproximar das vítimas antes de obter vantagens financeiras.

Segundo as investigações, o homem se apresentava nas plataformas como investidor financeiro. No início deste ano, ele iniciou um relacionamento com uma moradora de Goiânia e apresentou a ela uma suposta aplicação financeira que prometia altos rendimentos. Convencida pela promessa de lucro, a vítima efetuou diversas transferências bancárias, acumulando um prejuízo de R$ 327.161,47.

O último repasse ocorreu no dia 9 de junho, quando o homem solicitou mais dinheiro sob o argumento de que precisava quitar taxas para liberar o saque do montante total. Assim que a transferência foi confirmada, o suspeito cortou o contato, bloqueou a vítima nas redes e se mudou para Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai.

Novas vítimas
O investigado vinha sendo monitorado pela polícia desde a fuga e acabou localizado no último fim de semana, poucas horas após se hospedar em um hotel na capital goiana. Ao receber voz de prisão, ele optou por permanecer em silêncio durante a abordagem. Em análise preliminar no celular apreendido com o suspeito, a equipe policial identificou diálogos ativos com diversas outras mulheres.

A Polícia Civil informou que a divulgação da imagem do preso foi realizada de acordo com as normas da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado do delegado responsável pelo caso. A medida visa permitir que eventuais novas vítimas reconheçam o investigado e procurem a delegacia para registrar queixa.


Metrópoles


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