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A prisão preventiva do pastor Aluízio Vidal, de 58 anos, repercute em Porto Velho. O religioso, que também é psicólogo e já disputou eleições em Rondônia, é investigado por crimes contra a dignidade sexual cometidos contra mulheres. A prisão foi cumprida na última terça-feira (15) pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e mantida pela Justiça após a audiência de custódia. As investigações, no entanto, seguem sob sigilo.
O caso veio a público após a Polícia Civil de Rondônia cumprir um mandado de prisão preventiva contra Aluízio Vidal. Segundo as investigações, Vidal atuava como psicólogo e líder religioso e é investigado por crimes contra a dignidade sexual cometidos contra mulheres. A prisão preventiva foi determinada pela Justiça durante o avanço das investigações. Na quarta-feira (16), Aluízio Vidal passou por audiência de custódia, ocasião em que a prisão foi mantida.
A advogada Carla Begnini, que representa as vítimas, contou como elas buscaram ajuda dentro da igreja em que Aluízio Vidal atuava. Em entrevista, ela relatou que o religioso "tinha sempre uma maneira de abordagem" e que as vítimas sofreram "desgaste emocional indescritível".
Para a apuração dos fatos e preservação da integridade das vítimas, as investigações seguem em sigilo de Justiça. A Polícia Civil também informou que novas informações poderão ser divulgadas oportunamente, desde que isso não comprometa a investigação nem exponha as vítimas.
O conselho da igreja informou que tomou conhecimento da detenção preventiva por meio do andamento das investigações e ressaltou que, como o procedimento tramita em segredo de Justiça, não dispõe de detalhes sobre os fatos que estão sendo apurados. O Ministério Público de Rondônia também acompanha o caso dentro de suas atribuições.
Já a defesa de Aluízio Vidal declarou que acredita que as investigações, ainda em estágio inicial, irão comprovar a inocência do pastor. Em nova manifestação, a advogada Carla Begnini afirmou que "esperamos que isso seja" esclarecido e mencionou as consequências "dolorosas da vida" enfrentadas pelas vítimas.
Segundo as investigações, parte dos atendimentos realizados por Aluízio Vidal e também os fatos que estão sendo apurados como possíveis crimes contra a dignidade sexual das mulheres teriam ocorrido em um determinado local de Porto Velho. Por se tratar de uma apuração que tramita sob sigilo, a Polícia Civil não revela, neste momento, detalhes sobre as vítimas nem sobre as circunstâncias dos fatos investigados.
A Polícia orienta que outras pessoas que possam ter sido vítimas no mesmo contexto procurem a Deam. O atendimento é feito de forma sigilosa e humanizada. As denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais: 197 - Polícia Civil, para denúncias, inclusive anônimas; 180 - Central de Atendimento à Mulher, para orientações e encaminhamentos, 24 horas por dia; e 190 - Polícia Militar, em situações de emergência.
Samara Santos - Portal SGC