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Um homem foi preso em flagrante na segunda-feira (26) suspeito de maus-tratos contra um cão no Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia (GO). Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o animal permaneceu acorrentado por pelo menos oito meses e apresentava magreza acentuada, lesões pelo corpo e infestação de carrapatos.
O resgate foi realizado pelo Grupo de Proteção Animal de Goiânia (GPA), vinculado à 1ª Delegacia Regional de Polícia, após uma denúncia anônima. Durante a apuração, os policiais constataram que o cão ficava preso por uma corrente e não tinha abrigo adequado para se proteger do sol e da chuva.
De acordo com as investigações, o tutor passava longos períodos sem comparecer ao imóvel, e o animal dependia da ajuda de vizinhos para se alimentar. Mesmo quando estava no local, o homem supostamente deixava de fornecer os cuidados necessários.
Ainda segundo os investigadores, o suspeito admitiu que o cão apresentava ferimentos havia bastante tempo, mas não procurou atendimento veterinário nem tomou providências para tratar as lesões.
Perícia confirmou maus-tratos
Uma avaliação do Instituto Médico-Legal Veterinário (IML-VET) identificou baixo nível de bem-estar, lesões antigas e falta prolongada de cuidados com o animal.
Diante dos elementos reunidos, o homem foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos contra animais. Para casos de maus-tratos contra cães e gatos, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.
A Diretoria de Bem-Estar Animal (Dirbea), vinculada à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), foi acionada para realizar o resgate e providenciar atendimento veterinário. Após os cuidados necessários, o cão deverá ser encaminhado para adoção.
Metrópoles