Uma mulher de 35 anos, condenada a 26 anos de prisão pela morte do próprio filho, de 2 anos, foi presa na quarta-feira (28), em Brazlândia, no Distrito Federal. O crime aconteceu em 2017, no município de Iporá, em Goiás. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a mulher afirmou, durante a investigação, que matou a criança porque ela se parecia fisicamente com o ex-marido.
A condenada estava foragida desde 2025, quando obteve progressão de regime, mas deixou de cumprir as condições determinadas pela Justiça. Após receber informações sobre seu paradeiro, policiais da 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho, realizaram diligências para localizá-la.
A mulher, que está grávida de oito meses, foi encontrada e presa durante a operação.
Crime aconteceu em Goiás em 2017
Segundo informações da Polícia Civil, o assassinato ocorreu em Iporá, no interior de Goiás, quando o menino tinha apenas 2 anos.
Durante o interrogatório realizado na época, a mulher declarou que a semelhança física entre o filho e o ex-companheiro teria motivado o crime.
As investigações apontaram que ela utilizou álcool para provocar um incêndio que matou a criança e impediu que o menino escapasse. O caso foi levado à Justiça, que condenou a mulher a 26 anos de prisão.
A motivação relatada pela própria condenada durante a investigação integrou os elementos apurados pelas autoridades.
Condenada deixou de cumprir regras após progressão de regime
Após a condenação, a mulher passou a cumprir a pena determinada pela Justiça. Em 2025, ela conseguiu a progressão de regime, benefício previsto na legislação que permite a mudança para uma modalidade menos rigorosa de cumprimento da pena, desde que os requisitos legais sejam atendidos.
No entanto, segundo a polícia, ela descumpriu as condições estabelecidas e deixou de cumprir as determinações judiciais, passando a ser considerada foragida.
Diante da situação, foi expedido um mandado de prisão para que voltasse a ficar sob custódia e desse continuidade ao cumprimento da pena.
Polícia localizou mulher em Brazlândia
agentes da 35ª Delegacia de Polícia após informações indicarem que a condenada estava escondida em Brazlândia.
Os policiais fizeram diligências para confirmar o paradeiro da mulher e organizar o cumprimento do mandado. Ela foi localizada na quarta-feira (28), mas não foram divulgados detalhes sobre há quanto tempo estava na região ou se recebeu ajuda para permanecer escondida.
Após a abordagem, a mulher foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, levada à carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde permaneceu à disposição da Justiça.
Gravidez exige cuidados durante a custódia
No momento da prisão, os policiais constataram que a mulher está grávida de oito meses.
A condição exige atenção das autoridades responsáveis pela custódia, especialmente quanto ao acompanhamento pré-natal e à assistência médica necessária durante a gestação.
Eventuais decisões sobre as condições de cumprimento da pena deverão considerar a legislação aplicável, a situação da condenada e as determinações judiciais.
Com a prisão, a mulher voltou a ficar sob responsabilidade do sistema de Justiça. A continuidade da execução penal e as condições de custódia seguirão as decisões das autoridades competentes.
Até a divulgação das informações, ela permanecia sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
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