Reprodução/Redes sociais
Uma professora de Melgaço, no Marajó (PA), foi afastada do cargo após publicar nas redes sociais mensagens com incitação à violência sexual contra filhos de eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caso foi confirmado nesta quinta-feira (29/10) pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). A professora, identificada como Marinalva do Carmo Gomes, trabalhava em regime de contrato temporário na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gervásio Bandeira.
Segundo a Semed, foi aberto um processo para rescisão do contrato por justa causa.
Nas publicações, a docente usou palavras de baixo calão e expressões agressivas para defender violência contra crianças por causa do posicionamento político das famílias.
"Reafirmamos que manifestações dessa natureza são incompatíveis com os princípios e as responsabilidades que devem orientar a atuação dos profissionais da educação", conclui o texto.
As mensagens podem configurar crime, com enquadramento na legislação penal, e violam a proteção integral garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Professora lamentou episódio
Após a repercussão, Marinalva pediu desculpas.
"Reconheço que me excedi em minhas palavras e que posso ter magoado e ofendido algumas pessoas. Por isso, venho pedir perdão a cada uma delas, especialmente à equipe da Escola Gervásio Bandeira e à Secretaria Municipal de Educação de Melgaço", escreveu.
Em outro trecho, afirmou: "Quero expressar meu arrependimento e dizer que lamento profundamente o ocorrido. Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos pelas minhas palavras. Comprometo-me a ter mais cuidado com minhas atitudes e palavras, para que uma situação como essa não volte a acontecer".
A Escola Gervásio Bandeira também divulgou nota de repúdio. No comunicado, afirmou que não compactua com discursos de ódio, preconceito ou manifestações ofensivas e destacou que a proteção das crianças deve estar acima de qualquer divergência política.
"A proteção da infância deve estar acima de qualquer divergência política ou ideológica", diz trecho da nota.
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