Com o forte impacto o para-choque da camionete foi arrancado
Divulgação
A aposentada Ada Pereira da Silva (52), residente no Bairro Parque São Pedro, primeiro distrito de Ji-Paraná, luta há dois anos para tentar conseguir receber uma indenização superior a R$ 540 mil, resultado de um processo judicial que considerou culpado o condutor de uma camionete, identificado pelo nome de Alexandre Ferreira. O acidente de trânsito aconteceu em 12 de julho de 2019, na Avenida 6 de Maio, próximo do Ministério Público (MP), no momento em que a vítima retornava do trabalho para a sua residência.
O acidente
Ao Portal SGC Ada Pereira disse que voltava do trabalho (Ministério Público - MP), quando foi surpreendida pelo veículo invadindo a preferencial, causando choque e, logo, caindo no meio fio da via. "O impacto muito forte, me projetou contra o veículo. No relato, ele afirmou que antes da chegada da Polícia Militar, o pai do motorista chegou e, imediatamente, retirou a camionete do local, na tentativa de prejudicar a realização da perícia. O socorro foi feito pelo Corpo de Bombeiros que a levou ao pronto socorro local.

A motocicleta que a vítima pilotava (divulgação)
Assistência
Ainda no dia do fato, o pai do condutor deu à vítima apenas um remédio genérico que a mesma não pôde consumir. "Fora isso, nunca mais ele prestou qualquer tipo de assistência", disse.
Sem acordo e qualquer tipo de ajuda, o fato foi levado, primeiro, para a Justiça de Pequenas Causas. Ele se negado em pagar um exame de ressonância e sugeriu: "Procure a rede pública, foi isso que mandei fazer com a minha sogra" teria ouvido a vítima do pai de Alexandre. Dias depois, Ada Pereira recebeu uma mensagem da mesma pessoa, pedindo dinheiro para pagar o conserto dos danos causados na camionete.

Ada Pereira reclama que não consegue receber a indenização importa pela Justiça (divulgação)
Justiça
Com muitas dores e sem poder trabalhar, Ada Pereira, novamente, tentou fazer acordo, recebendo outra resposta negativa. Com isso, ela constituiu advogado e entrou na Justiça. O resultado do processo foi à condenação do motorista em pagar R$ 540 mil à vítima em 2024.
Saúde
Por fim, a vítima afirma que por consequência do acidente, ela perdeu o tendão do ombro esquerdo por não ter R$ 17 mil para pagar a cirurgia. "Eu moro sozinha, tenho muitas dificuldades em me locomover, é muito sofrimento. Estou disposta a fazer acordo.", assegurou.
Defesa
Para a reportagem, o advogado Marcelo Faz, que atuou na defesa de Alexandre Ferreira relatou que no decorrer da instrução do processo, a suposta vítima (a bem da verdade) esteve mentindo, porque a mesma havia sofrido meses antes um acidente, com fratura e colocou toda a culpa no meu cliente, como se fosse ele o responsável pela saúde dela.
Ainda de acordo com o advogado, a vítima estava tomando remédios controlados que dá sonolência. "Infelizmente, como o meu cliente não tinha câmara, testemunhas e nem provas, ficou aquela coisa que ele que foi imprudente. Á bem da verdade, não foi bem assim que aconteceu", comentou Jeferson Vaz.
J Nogueira/PortalSGC