Porto Velho (RO)28 de Fevereiro de 202614:36:21
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Rondônia

SGC TV: Inflação do chocolate dispara 25% a menos de 40 dias da Páscoa

Consumidor busca alternativas para manter a tradição sem pesar no bolso, enquanto quebra na safra do cacau eleva preços dos ovos e bombons nas pratele


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Foto: Reprodução/Portal SGC/Redetv!RO

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A menos de 40 dias para a Páscoa, as prateleiras dos supermercados já estão tomadas pelos ovos de chocolate. Mas, para quem vai às compras, o doce pode vir com um sabor amargo: a inflação do chocolate disparou e acumula alta de quase 25% em um ano. A reportagem de Natália Figueiredo mostra como os consumidores estão se virando para manter a tradição sem estourar o orçamento.

O Carnaval acabou, mas a folia já deu lugar aos coelhos e ovos de Páscoa nos corredores dos supermercados. A menos de 40 dias da data, as redes varejistas já estão com as parreiras de chocolate montadas. A estratégia é atrair o consumidor que quer fugir dos preços mais altos de última hora e garantir o presente dos filhos com calma — e, se possível, com desconto.

Rafael Martins, gerente de supermercado, explica a movimentação: "Assim como no ano passado, a expectativa é de que as vendas se concentrem na última semana, mas quem vem agora encontra mais variedade."

No entanto, o bolso do consumidor sente a diferença neste ano. Dados do IPCA mostram que o chocolate em barra e os bombons acumulam uma alta de quase 25% nos últimos 12 meses. O principal motivo é a quebra de safra do cacau em países como Gana e Costa do Marfim, que disparou o preço da matéria-prima no mercado internacional.

A empreendedora Patrícia Miranda conta como está adaptando as compras da família: "Todo ano a gente compra os ovos maiores para as crianças, mas esse ano vou precisar pesquisar bastante. Estou levando mais barras e caixas de bombom, que ainda estão com um preço mais em conta."

Para atender quem quer manter a tradição sem gastar tanto, as lojas têm apostado em outras opções. Barras de chocolate, caixas de bombom e ovos artesanais menores surgem como alternativa para presentear sem susto no caixa. A indústria aposta também em versões compartilháveis e com maior teor de cacau, mirando o público que busca bem-estar.

O vereador Reginaldo Batista comenta a movimentação no comércio local: "Já vamos começar a campanha de Páscoa nos bairros, porque senão o ovo acaba nem entrando na lista de compras. Já pensou a criança pedir o ovo e o pai não ter dinheiro pra levar pra casa?"

Com a menor taxa de desemprego da história e a renda em recuperação, a expectativa do setor é de crescimento nas vendas. Resta saber se, no fim das contas, o que vai valer é o sabor do chocolate... ou o da economia na ceia em família.










Natália Figueiredo - Portal SGC


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