Porto Velho (RO)11 de Março de 202619:18:39
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SGC TV: Conflito no Oriente Médio acende alerta para o agronegócio de Rondônia

Estado é o principal importador de ureia iraniana do Brasil e tem no Irã o maior comprador do seu milho


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Foto: Wenderson Araujo

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A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, envolvendo especialmente o Irã, acendeu um alerta estratégico para o setor produtivo de Rondônia. O estado mantém uma relação comercial de via dupla com o país persa: enquanto Rondônia depende da ureia iraniana para fertilizar suas lavouras, o Irã é o principal destino do milho produzido no estado.

A ureia, fonte de nitrogênio mais concentrada do mercado e um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, está no centro dessa dinâmica. O Brasil importa cerca de 85% de todo o fertilizante que consome, e o Irã figura entre os maiores produtores mundiais do insumo, com aproximadamente 5 milhões de toneladas por ano, desempenhando papel relevante na diversificação de fornecedores para o país.

Dados da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) mostram o peso dessa relação. Em 2025, o Brasil importou do Irã cerca de US$ 84 milhões, sendo US$ 66,8 milhões apenas em ureia.

Levantamento do Observatório da Indústria de Rondônia aponta que o estado foi responsável por aproximadamente 65% dessas importações nacionais, totalizando US$ 51 milhões em compras do país do Oriente Médio. Desse montante, US$ 43,58 milhões correspondem exclusivamente à aquisição de ureia.

Paralelamente, o Irã se consolidou como o principal destino do milho produzido em Rondônia. Atualmente, mais de 60% das exportações do grão do estado seguem para o mercado iraniano, o que reforça a importância estratégica dessa parceria comercial para o agronegócio rondoniense.

Diante do cenário internacional e da dependência brasileira de fertilizantes importados, especialistas apontam a necessidade de diversificar as fontes de fornecimento de insumos. Entre as possíveis alternativas estão países como Venezuela, Bolívia, Rússia e Nigéria.

Nesse contexto, a FIERO defende a intensificação das importações a partir de parceiros comerciais já consolidados como medida estratégica para garantir o abastecimento de fertilizantes e preservar a competitividade da produção agrícola do estado.







Samara Santos - Portal SGC


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