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Dados do Censo do IBGE de 2022 revelam que 5,2% da população de Rondônia vive em favelas e comunidades urbanas - áreas classificadas pelo instituto como aglomerados subnormais, caracterizados por infraestrutura precária e acesso limitado a serviços essenciais.
Embora o percentual estadual esteja abaixo da média nacional, o número acende um alerta para os desafios habitacionais e de infraestrutura no estado. Na região Norte, os índices são ainda mais elevados: Amazonas, Amapá e Pará lideram o ranking nacional de população vivendo nessas condições.
Em Rondônia, a maior concentração dessas áreas está na capital, Porto Velho. Dos 74 bairros identificados pelo IBGE como aglomerados subnormais, 68 ficam no município. Entre eles estão bairros como Nacional e Jardim Santana II, onde moradores vivem há anos em locais que não evoluíram com o tempo.
De acordo com o arquiteto Tiago Marques, o crescimento dessas ocupações gera uma série de problemas, que vão desde questões urbanas até problemas de saúde na região. Ele afirma que é perfeitamente possível resolver a situação, mas é necessária atenção constante do poder público.
Especialistas apontam que o avanço dessas ocupações está ligado ao crescimento urbano desordenado, ao déficit habitacional e à desigualdade social.
Samara Santos - Portal SGC