Porto Velho (RO)16 de Maio de 202619:25:12
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Rondônia

MPRO recomenda medidas urgentes para evitar apagão em distritos de Rondônia

Promotoria de Alta Floresta d’Oeste cobra providências para garantir fornecimento contínuo de energia em comunidades da região do Guaporé


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Assessoria

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O Promotor de Justiça Charles Schenckel, titular da Promotoria de Justiça de Alta Floresta d’Oeste, expediu a Recomendação Ministerial nº 01/2026 direcionada às empresas Amazonbio - Indústria e Comércio de Biodiesel da Amazônia Ltda e Energisa S/A, com o objetivo de assegurar a continuidade ininterrupta do fornecimento de energia elétrica nos distritos de Rolim de Moura do Guaporé, Izidolândia e demais comunidades abastecidas pelas unidades geradoras instaladas na região.

A atuação do Ministério Público de Rondônia ocorreu após registros de recorrentes interrupções no serviço essencial de energia elétrica, supostamente relacionadas à paralisação de trabalhadores vinculados à empresa BBF. A situação já teria causado prejuízos diretos à população local, incluindo a suspensão de aulas na Escola Municipal Ana Neri e riscos ao funcionamento de serviços públicos essenciais.

Na recomendação, o Ministério Público requisitou que a AMAZONBIO/BBF adote imediatamente todas as providências administrativas, técnicas e operacionais necessárias para garantir a continuidade do fornecimento de energia elétrica, evitando qualquer interrupção no serviço prestado às comunidades.

Já à Energisa S/A, o órgão ministerial recomendou que, no exercício do dever de fiscalização e garantia da continuidade do serviço público essencial, sejam adotadas, no prazo de 24 horas, todas as medidas necessárias para impedir eventual interrupção do fornecimento. Entre as medidas citadas estão a alocação de servidores próprios, contratação de equipe substituta, assunção direta da operação das unidades geradoras ou qualquer outra providência administrativa e operacional cabível.

O Ministério Público advertiu ainda que o descumprimento da recomendação poderá resultar no ajuizamento imediato de Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência, além da fixação de multa diária, responsabilização civil e administrativa dos envolvidos e eventual pedido de indenização por danos morais coletivos.

As empresas deverão informar, no prazo de 24 horas, se acatam os termos da recomendação ministerial, sendo o silêncio interpretado como não acatamento.

Por fim, o Promotor de Justiça destacou que o Ministério Público não permitirá que a população permaneça refém de conflitos entre particulares, assegurando que todas as medidas judiciais e extrajudiciais necessárias serão adotadas para garantir a continuidade do fornecimento de energia elétrica na região.






Assessoria


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