Porto Velho (RO)29 de Maio de 202618:28:25
EDIÇÃO IMPRESSA
Rondônia

SGC TV: Restituição do IR 2026: 36% dos brasileiros vão usar dinheiro para pagar dívidas, aponta pesquisa

Com recorde de 83 milhões de inadimplentes no país, levantamento da Serasa mostra que consumidores priorizam quitação de débitos com o dinheiro


Imagem de Capa

Foto: Reprodução/Portal SGC

PUBLICIDADE

A restituição do Imposto de Renda 2026, cujo primeiro lote está previsto para 29 de maio, deve ser utilizada por 36% dos contribuintes para quitar dívidas, segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento, realizado entre 3 e 9 de março de 2026 com 1.349 entrevistados, também aponta que 31% pretendem guardar o valor recebido e 29% planejam investir o dinheiro.

O movimento ocorre em um momento de crescimento recorde da inadimplência no país. Em abril de 2026, o Brasil atingiu 83,3 milhões de consumidores com contas em atraso, o maior número registrado em toda a série histórica, após 16 meses consecutivos de alta. O país soma atualmente 327 milhões de débitos ativos, que totalizam R$ 524 bilhões em dívidas.

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 vai até 29 de maio, conforme a Receita Federal. Os pagamentos da restituição serão realizados em quatro lotes, entre maio e agosto, com as seguintes datas: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto.

Rondônia tem mais de 675 mil inadimplentes

O cenário de endividamento também se reflete em Rondônia. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa indicam que o estado possui mais de 675,4 mil consumidores negativados, com dívidas que somam mais de R$ 4,6 bilhões.

Em Porto Velho, a situação é ainda mais crítica: mais da metade da população da capital está inadimplente, totalizando mais de 230 mil pessoas com o nome negativado, segundo levantamento de maio de 2025. As principais dívidas dos portovelhenses são com bancos, incluindo cartão de crédito e cheque especial.

A dívida média do rondoniense já ultrapassa os R$ 7 mil, valor quatro vezes maior que o salário mínimo atual. O uso de cartões de crédito e do cheque especial para cobrir despesas básicas, como alimentação e luz, lidera os motivos do endividamento no estado.

Perfil do inadimplente e reincidência

A inadimplência no Brasil é um problema estrutural. Dados da Serasa mostram que 42% dos brasileiros que estão com o nome negativado hoje já enfrentavam restrições financeiras há dez anos. Ao longo da última década, o número de consumidores inadimplentes cresceu 38,1%.

A faixa etária com maior concentração de negativados é a de 41 a 60 anos, representando 35,6% do total. Em seguida aparecem as pessoas de 26 a 40 anos (33,4%), acima de 60 anos (19,8%) e jovens de 18 a 25 anos (11,2%). Outra mudança relevante é a de gênero: pela primeira vez, as mulheres passaram a ser maioria entre os inadimplentes, somando 50,5% do total.

Os principais motivos para o não pagamento das contas são a perda de renda ou desemprego, seguidos por gastos inesperados com saúde e desorganização financeira. Segundo o levantamento, 46% dos consumidores já tentaram negociar dívidas diretamente com os bancos, mas não conseguiram.

Negociação de dívidas tem descontos de até 99%

Para auxiliar os consumidores a saírem do vermelho, a Serasa mantém o Feirão Limpa Nome, que reúne mais de 2,2 mil empresas parceiras e oferece descontos que podem chegar a 99% nas negociações. O consumidor pode quitar débitos via Pix, o que garante a baixa da negativação de forma instantânea e a possibilidade de reflexo positivo imediato no Serasa Score.

As negociações podem ser feitas pelos seguintes canais: aplicativo da Serasa (disponível para Android e iOS), site oficial, WhatsApp (11) 99575-2096, ou presencialmente nas mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo país. Para atendimento presencial, é necessário apresentar documento oficial com foto.

Em abril de 2026, o valor médio de cada acordo realizado na plataforma de renegociação foi de R$ 804, com mais de R$10,9 bilhões em descontos concedidos apenas no mês. Ao todo, mais de 655 milhões de ofertas ainda estão disponíveis para negociação, somando mais de R$ 1 trilhão em dívidas passíveis de renegociação.













Natália Figueiredo - Portal SGC


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Rondônia