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A reciclagem de garrafas PET está ganhando um novo significado em Porto Velho. Por meio de uma parceria entre a Prefeitura e a Secretaria de Estado da Justiça, reeducandos participam da produção de vassouras ecológicas e também atuam em diversas frentes de trabalho voltadas à manutenção e limpeza urbana da capital.
Atualmente, cerca de 140 pessoas privadas de liberdade colaboram direta ou indiretamente com serviços executados pelo município. A iniciativa alia ressocialização, sustentabilidade e fortalecimento das equipes responsáveis pela conservação dos espaços públicos.
Uma das ações acontece dentro das unidades prisionais, onde reeducandos do regime fechado confeccionam vassouras produzidas a partir de garrafas PET. O material reciclável é recolhido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), por meio da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), e encaminhado para fabricação.
Cada unidade utiliza 17 garrafas PET em sua composição. Para atender à demanda das equipes de limpeza urbana, aproximadamente duas mil garrafas são reaproveitadas todos os meses. Segundo a administração municipal, as vassouras têm apresentado bom desempenho e durabilidade, características que contribuíram para a aceitação do material pelos trabalhadores que atuam diariamente nas ruas da cidade.
Entre eles está o gari Golberval Silvio Pullig, que há quase 25 anos trabalha na limpeza urbana. Para ele, além de retirar resíduos do meio ambiente, a iniciativa gera um produto eficiente para o trabalho cotidiano.
"A reciclagem dessas garrafas PET é muito importante. O material é resistente, bem produzido e ajuda bastante no nosso serviço. É uma forma inteligente de reaproveitar algo que poderia ser descartado", afirmou.
Além da fabricação das vassouras, reeducandos dos regimes semiaberto e aberto monitorado também integram equipes de serviços municipais, desempenhando funções como ajudantes de pedreiro, pedreiros e auxiliares em atividades de manutenção e limpeza.
De acordo com o secretário executivo Giovanni Marini, a participação desses trabalhadores contribui para ampliar a capacidade operacional do município.
"Os serviços de limpeza urbana e manutenção possuem grande demanda e acontecem de forma permanente. Esse apoio permite ampliar o atendimento em diversas frentes de trabalho e otimizar a execução das atividades realizadas diariamente", destacou.
Os convênios relacionados ao programa são acompanhados pelo Departamento de Serviços de Limpeza Pública, responsável por monitorar a execução das atividades e a integração dos participantes. Todos os reeducandos recebem remuneração equivalente a um salário mínimo. No caso dos internos do regime fechado, os recursos são destinados às famílias, conforme previsto pelas normas do programa.
Para a gestão municipal, a iniciativa demonstra que é possível unir responsabilidade social e benefícios concretos para a cidade.
Segundo o prefeito Léo Moraes, o projeto representa uma oportunidade de reconstrução para os participantes e, ao mesmo tempo, gera resultados positivos para a população.
"Quando oferecemos condições para que essas pessoas desenvolvam atividades produtivas, fortalecemos o processo de ressocialização e contribuímos para a melhoria dos serviços prestados à comunidade", ressaltou.
A ação reforça o compromisso com a sustentabilidade, o reaproveitamento de materiais e a valorização de iniciativas que promovem inclusão social, cidadania e melhorias na qualidade dos serviços urbanos de Porto Velho.
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