Porto Velho (RO)10 de Junho de 202613:00:28
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Rondônia

Mulher que se passou por adolescente de 12 anos vira ré por estelionato e falsa identidade

Caso chamou atenção após investigada conviver por mais de um ano com família catarinense como se fosse filha adotiva


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 A Justiça de Santa Catarina aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra uma mulher de 37 anos acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville. Com a decisão, ela passa a responder judicialmente pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Segundo o processo, a investigada teria vivido durante aproximadamente 14 meses com uma família da cidade, assumindo a identidade de uma suposta menor de idade e sendo tratada como filha adotiva. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal, que determinou a notificação da defesa para apresentação das alegações iniciais antes do andamento da ação penal.

Exame de sanidade mental será realizado

Paralelamente ao processo criminal, a Justiça também autorizou a realização de um exame de sanidade mental da acusada. A perícia está marcada para o dia 26 de junho e foi solicitada pela defesa.

O objetivo é avaliar se a mulher possuía plena capacidade de compreender seus atos no momento dos fatos investigados. Dependendo do resultado do laudo, a análise poderá influenciar diretamente o desfecho do processo e a eventual aplicação de medidas previstas na legislação.

Investigação revelou histórico semelhante em outros estados

O caso veio à tona no dia 2 de junho, após uma denúncia feita por uma parente da família que acolheu a suspeita. A partir das investigações, a Polícia Civil identificou que a mulher utilizava o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos.

De acordo com os investigadores, ela já teria adotado estratégias semelhantes em pelo menos cinco estados brasileiros, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Para sustentar a falsa identidade, a mulher apresentava comportamentos infantilizados, utilizava chupetas e mamadeiras e mantinha um quarto decorado com temática infantil, reforçando a imagem de adolescente.

Alegações dificultaram adoção formal

Durante o período em que viveu com a família, a investigada alegava ser autista e afirmava ter sido submetida ao uso de hormônios durante a infância, o que explicaria sua aparência física incompatível com a idade informada.

Ela também dizia temer ser encontrada pelo pai biológico, argumento que contribuiu para que os responsáveis não formalizassem a adoção pelos meios legais. As justificativas apresentadas ainda dificultaram tentativas de matrícula em instituições de ensino.

O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil e pelo Poder Judiciário, que darão continuidade às investigações e à análise das acusações.



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