Porto Velho (RO)13 de Julho de 202621:03:30
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Rondônia

SGC TV: Aprovado com 600 pontos no Enem, jovem com paralisia cerebral tem matrícula negada

Antônio Carlos Pismel conquistou 600 pontos no Enem e vaga em Direito, mas universidade alega falta de documentos para enquadramento em cota


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Portal SGC

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O jovem Antônio Carlos Pismel de Souza, de Rondônia, foi aprovado no processo seletivo da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) para o curso de Direito, mas teve a matrícula indeferida após a universidade apontar falhas na documentação exigida para comprovação de renda familiar. Aprovado com 600 pontos no Enem, Antônio possui paralisia cerebral, condição neurológica que afeta os movimentos musculares e a postura e concorreu à vaga pela modalidade de cota C10, destinada a candidatos com deficiência e renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário mínimo.

Segundo a família, toda a documentação solicitada foi entregue dentro do prazo. No entanto, a UNIR informou, por meio de nota oficial, que o indeferimento ocorreu porque o candidato não apresentou a comprovação de renda de todos os membros do grupo familiar declarado, o que, de acordo com o edital, impossibilitou a verificação completa da condição socioeconômica necessária para o enquadramento na cota.

A universidade destacou que os candidatos têm a oportunidade de corrigir pendências e enviar documentos faltantes dentro do prazo estipulado, mas que, neste caso específico, essa ação não foi realizada por Antônio. A instituição também ressaltou que a não homologação restringiu-se às modalidades que exigem comprovação de renda, e que o candidato permaneceu apto a concorrer pela ampla concorrência e por outras cotas para as quais atendesse aos requisitos do edital.

O processo seletivo em questão refere-se ao ingresso no primeiro semestre letivo, e todas as etapas de convocação e matrícula já foram concluídas, conforme o cronograma, não havendo mais possibilidade de convocação para essa seleção, segundo a UNIR.

A mãe do estudante, Elisangela Oliveira, afirma que a única renda da família é o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), no valor de um salário mínimo mensal. Ela relata que o sonho do filho sempre foi ingressar no ensino superior e que ele sempre se dedicou intensamente aos estudos, superando as limitações impostas pela condição de saúde.

A professora Rosângela Barros, que acompanhou de perto a trajetória de Antônio, destaca o empenho do estudante em sala de aula e o exemplo de dedicação que ele sempre representou para os colegas.

Antônio Carlos afirma que seu maior desejo é ser reconhecido por seu esforço e dedicação, e que a escolha pelo curso de Direito reflete seu compromisso com a promoção da inclusão, da acessibilidade e da qualidade do ensino. Ele defende que toda pessoa, independentemente de suas limitações físicas ou mentais, tenha garantido o direito a uma educação digna, igualitária e de excelência.

A família agora espera que a decisão seja revista para que Antônio possa realizar o sonho de iniciar o curso superior.



Samara Santos - Portal SGC


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