Porto Velho (RO)24 de Agosto de 202608:27:27
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Rondônia

Campanha nacional realiza coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Mobilização ocorre de 24 a 28 de agosto e reúne pontos de coleta em todo o país, incluindo oito municípios de Rondônia


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Começa nesta segunda-feira (24) a 4ª Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa segue até sexta-feira (28) e busca ampliar os bancos de perfis genéticos para facilitar a identificação de pessoas desaparecidas encontradas vivas ou mortas sem documentação.

A campanha é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Ao todo, são 334 pontos de coleta distribuídos pelo país.

O material genético coletado de familiares é inserido em bancos de perfis genéticos e comparado, por meio de sistemas estatísticos, com amostras de pessoas encontradas sem identificação. O procedimento pode ajudar tanto na identificação de pessoas vivas, como pacientes internados sem documentos ou que perderam a memória, quanto de cadáveres e ossadas.

Segundo o Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), quanto maior o número de familiares cadastrados, maiores são as possibilidades de encontrar uma correspondência genética. Os perfis permanecem no sistema e continuam sendo comparados com novos registros. Após a identificação da pessoa desaparecida, o perfil utilizado é retirado do banco.

Quem pode participar

A coleta é indicada principalmente para familiares biológicos da pessoa desaparecida, seguindo esta ordem de preferência:

  • pai ou mãe biológicos;
  • filhos biológicos, preferencialmente acompanhados do outro genitor;
  • irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Outros parentes também podem ser avaliados individualmente pelos especialistas. Menores de idade podem participar desde que estejam acompanhados e tenham autorização do responsável legal.

A coleta é simples e geralmente feita com um cotonete ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha. Em determinadas situações, pode ser utilizada uma gota de sangue retirada do dedo. Não é necessário estar em jejum.

Quem já realizou a coleta em campanhas anteriores não precisa repetir o procedimento, pois os perfis continuam armazenados e sendo comparados com novos registros.

Pontos de coleta em Rondônia

Em Rondônia, a campanha conta com unidades em oito municípios. Confira os locais:

Porto Velho

  • Instituição: Instituto de DNA Criminal - POLITEC
  • Endereço: Avenida Pinheiro Machado, nº 1858, bairro São Cristóvão, Porto Velho (RO), CEP 76820-838.

Ariquemes

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Ariquemes
  • Endereço: Avenida Tancredo Neves, esquina com a Rua Novo Horizonte, s/n, bairro Bella Vista, CEP 76871-453.

Jaru

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Jaru
  • Endereço: Delegacia Regional, Rua Raimundo Cantanhede, nº 836, Setor II, CEP 76890-000.

Ji-Paraná

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Ji-Paraná
  • Endereço: Rua 31 de Março, nº 1399, bairro Jardim Presidencial, CEP 76901-027.
  • Telefone: (69) 3212-8161.

São Miguel do Guaporé

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de São Miguel do Guaporé
  • Endereço: Rua Gov. Jorge Teixeira, nº 611, bairro Novo Oriente, CEP 76932-000.

Rolim de Moura

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Rolim de Moura
  • Endereço: Rua Rio Verde, nº 4678, Centro, CEP 76940-000.

Cacoal

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Cacoal
  • Endereço: Avenida Juscimeira, nº 215, bairro Novo Horizonte, CEP 78962-044.

Vilhena

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Vilhena
  • Endereço: Rua Luiz Maziero, nº 4650, Jardim América, Unisp, CEP 76980-702.

Guajará-Mirim

  • Instituição: Coordenadoria Regional de Criminalística de Guajará-Mirim
  • Endereço: Avenida Duque de Caxias, nº 1720, bairro 10 de Abril, CEP 76850-000.
  • Telefone: (69) 3216-8853.

A campanha é uma oportunidade para familiares de pessoas desaparecidas contribuírem com informações genéticas que podem ser utilizadas em futuras comparações. Para participar, é necessário que o desaparecimento tenha sido formalmente registrado pelas autoridades competentes.

G1


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