Foto: Márcia Fialho
Ainda cercados por mitos e desinformação, os temas HIV e AIDS são, na verdade, uma história de saúde pública, ciência e prevenção. Um diagnóstico precoce e o tratamento correto garantem uma vida com qualidade. Entender a diferença fundamental entre o vírus e a doença, os caminhos da prevenção e onde buscar ajuda gratuita são passos essenciais.
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma realidade que exige informação clara e acesso a serviços de saúde. A grande arma contra ele continua sendo a prevenção. Mas qual a diferença entre ter o vírus e desenvolver a doença?
A infectologista Maiara Soares explica que o HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico. A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o estágio mais avançado da infecção, quando o organismo fica vulnerável a diversas doenças. "É a manifestação de infecções oportunistas que vão acontecer nesse paciente por ele estar com a imunidade baixa", detalha.
E é aí que mora o alerta. Logo após a infecção, o corpo pode dar sinais que passam despercebidos, como febre, ínguas e mal-estar - sintomas que se confundem com uma virose comum e depois desaparecem. A doença pode ficar silenciosa por anos. Por isso, o diagnóstico precoce é uma ferramenta de vida. "O diagnóstico precoce é fundamental para que a gente comece o tratamento precocemente e faça com que essas pessoas tenham uma vida normal, uma vida longa e de qualidade", reforça a médica.
A prevenção também avançou. Hoje, além do preservativo, que segue sendo essencial, existe a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) - um medicamento gratuito que forma uma barreira no organismo antes do contato com o vírus. "Nós temos a PrEP, que é para pessoas que não têm o HIV, mas que têm um comportamento de risco aumentado para a aquisição do HIV. Ela é extremamente eficaz", afirma a infectologista.
O caminho começa pelo teste
Em Porto Velho, na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), o teste é rápido, sigiloso e gratuito, com resultado em 20 minutos. Em caso positivo, o paciente já é encaminhado para o infectologista dentro da própria unidade.
Além da POC, a rede de atendimento em Rondônia é ampla. É possível buscar a testagem rápida nas Unidades Básicas de Saúde. Para quem precisa de acompanhamento especializado, o Serviço de Assistência Especializada (SAE) oferece suporte multidisciplinar.
O acesso ao tratamento é um direito e a melhor forma de cuidar da saúde e interromper a cadeia de transmissão do vírus. "A melhor forma de não transmitir o HIV é fazer o tratamento, estar com a carga viral indetectável. Essa é a melhor forma de prevenção também", conclui Maiara Soares.
Natália Figueiredo - Portal SGC