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Dormir bem é fundamental para a saúde e para manter a produtividade no dia a dia. No entanto, a rotina de trabalho moderna nem sempre permite que as pessoas atinjam as horas de descanso recomendadas pelos especialistas. Uma nova realidade que tem exigido adaptação e atenção aos sinais do próprio corpo.
Estudos recentes na área da ciência do sono chamam a atenção para um conceito cada vez mais discutido: o cronotipo. Trata-se da tendência biológica que cada pessoa tem para dormir e acordar em determinados horários. Em outras palavras, o corpo humano possui um "relógio interno" que regula os momentos de maior energia, concentração e necessidade de descanso ao longo do dia.
Especialistas explicam que algumas pessoas funcionam melhor naturalmente pela manhã, enquanto outras apresentam maior rendimento à tarde ou à noite. Quando alguém força uma rotina que não corresponde ao seu cronotipo, pode enfrentar fadiga constante, queda de concentração e menor produtividade, mesmo acreditando que está aproveitando melhor o dia.
É o caso de Felipe Paiva, profissional de academia e fisioterapeuta. Acordar às cinco horas da manhã virou rotina, mas ele conta que, ao longo do dia, o cansaço aparece, principalmente quando a agenda fica mais intensa. Por isso, pequenas pausas se tornam essenciais para manter o rendimento.
Mesmo sendo da área da saúde e conhecendo as recomendações médicas, Felipe admite que a realidade atual ainda não permite que ele durma o tempo ideal. O recomendado é que o corpo descanse entre sete e nove horas por noite para garantir uma recuperação adequada. Ele alerta, no entanto, que não recomenda a própria rotina a ninguém, justamente pelos prejuízos que a privação de sono pode causar a longo prazo.
Samara Santos - Portal SGC