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Você já comeu ou bebeu algo e pensou "será que esse alimento subiu minha glicose, isto é, o açúcar no sangue"? A coluna Claudia Meireles ficou com essa dúvida e conversou com a endocrinologista Larissa Pimentel. Em entrevista, a especialista esclarece como avaliar esse índice corretamente e evitar possíveis danos à saúde.
Preceptora de residência de endocrinologia do Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN), a médica destaca ser necessário avaliar a glicemia capilar, mais conhecida como a "pontinha do dedo", ou a glicemia intersticial, que são os sensores de monitoração contínua da glicose.
Conforme explica a especialista, quando necessário, deve-se até analisar até a glicemia plasmática, que é a medida da concentração de glicose na parte líquida do sangue, o plasma.
"Do ponto de vista clínico e metabólico, sabemos que um alimento elevou a glicemia quando observamos as respostas pós-prandiais acima do esperado. E a forma de identificarmos isso é avaliar as glicemias pré e pós-refeição, sendo ideal, de forma geral, analisarmos as medidas glicêmicas antes de nos alimentarmos e duas horas após refeição", cita.
Segundo Larissa, a tecnologia no monitoramento do paciente com picos de glicose ou diabetes tem evoluído bastante. "Temos sistemas de monitoramento seguros, onde não precisamos ficar ‘furando’ o dedo a toda hora, acompanhamos via Bluetooth do próprio celular e ainda há a possibilidade de compartilhar os dados, inclusive com um médico."
A médica salienta que os avanços tecnológicos favorecem os ajustes de medicamentos e da dieta. "Dessa forma, os impactos dos alimentos na glicose são mais facilmente percebidos e conseguimos proporcionar um melhor controle glicêmico e a prevenção de complicações do diabetes a curto e longo prazos", pontua.
A especialista em menopausa e climatério alerta que a glicemia elevada, na maioria das vezes, é assintomática e, quando há descompensação do diabetes, o paciente pode apresentar sede excessiva e boca seca, além de vontade aumentada de urinar, cansaço, fadiga, visão turva e aumento da fome.
Marina Ferreira, Claudia Meireles - Metrópoles