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Saúde

SGC TV: Dia do Nutricionista: como a alimentação protege e destrói os rins

Nutricionista explica cuidados essenciais na alimentação para prevenir doenças renais e orientar pacientes transplantados


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Foto: Reprodução/Portal SGC

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Celebrado nesta segunda-feira, 31 de agosto, o Dia do Nutricionista destaca a atuação desses profissionais na prevenção de doenças e na promoção da saúde. Em Rondônia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) chama atenção para um aspecto fundamental: a relação entre alimentação e saúde dos rins. A nutricionista Daniela Augusta Cabral Baleroni, que atua no acompanhamento de pacientes transplantados renais, orienta sobre os cuidados essenciais com a alimentação para preservar a função renal .

Hipertensão e diabetes são os principais alertas

Doenças como hipertensão arterial e diabetes são os principais fatores de risco para a perda da função renal. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, essas condições são responsáveis por grande parte dos casos de doença renal crônica no Brasil .

"Geralmente, os pacientes que têm a perda de função renal são acometidos por doenças como hipertensão arterial, ou seja, pressão elevada, ou diabetes. Isso já nos indica um alerta para estarmos atentos ao tipo de alimento que essas pessoas estão consumindo", explica Daniela Baleroni.

Especialistas recomendam que hipertensos e diabéticos façam exames periódicos para monitorar a função renal, como a dosagem de creatinina no sangue .

Cuidados redobrados após o transplante renal

Para quem já passou por um transplante renal, a alimentação exige atenção ainda maior. Os medicamentos imunossupressores utilizados nesses casos enfraquecem o sistema de defesa do organismo, aumentando o risco de infecções.

"Logo após o transplante renal, que a gente considera a fase inicial pós-transplante imediato, devemos ter cuidado com os tipos de alimento e o risco de contaminação. Por exemplo: carnes cruas, frutas e vegetais que não estejam bem higienizados pelo risco de contaminação alimentar", alerta a nutricionista.

No pós-transplante tardio, a partir de seis semanas, a atenção se volta para os efeitos colaterais dos medicamentos. Corticoides e imunossupressores podem alterar exames e provocar ganho de peso, o que exige orientação nutricional contínua.

Para a população em geral, a prevenção de doenças renais começa com hábitos simples. A base de uma alimentação saudável para os rins está na hidratação adequada e na redução do consumo de alimentos industrializados .

"Devemos tomar muito cuidado com a quantidade de alimentos industrializados, ultraprocessados, muito ricos em sal, sódio, açúcares, gorduras saturadas. Tudo isso deve ser cuidado no dia a dia da alimentação", orienta Daniela Baleroni.

Os alimentos ultraprocessados contêm aditivos químicos e elevado teor de sódio, açúcar e fósforo, substâncias que sobrecarregam os rins quando consumidas em excesso .

Existe a crença popular de que beber muita água faz mal aos rins. A nutricionista esclarece que isso não é verdade para a maioria das pessoas.

"No caso, a ingestão elevada de água é um mito. Obviamente, nas fases da doença renal, por exemplo, nós temos fases em que os pacientes estão fazendo hemodiálise ou diálise peritoneal e que eles não conseguem urinar. Aí sim, existem cálculos adequados para ver a ingestão hídrica diária para que esses pacientes não fiquem inchados, edemaciados. Mas, tirando isso, nós devemos sim tomar água, bastante água para mantermos sempre uma boa hidratação."

Estudos indicam que adultos saudáveis devem consumir cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia, mas essa quantidade pode variar conforme necessidades individuais .

Para pacientes transplantados, as consequências de uma alimentação inadequada podem ser graves.

"No caso dos pacientes transplantados, é o risco da perda do enxerto, do novo rim transplantado. Por isso tem que estar sempre atento à quantidade de frutas, verduras, vegetais crus, leite e derivados, porém na versão desengordurada, por exemplo, leite desnatado", explica a nutricionista.

Cada fase do pós-transplante exige um plano alimentar especializado, calculado para evitar tanto excessos quanto deficiências nutricionais .

O nutricionista atua de forma integrada com médicos e outros profissionais de saúde para garantir a qualidade de vida dos pacientes renais. O cuidado vai além da orientação alimentar — inclui a prevenção de doenças e o controle de fatores de risco que podem levar à perda da função renal .

A mensagem principal para a população é clara: cuidar da alimentação é também cuidar da saúde dos rins, e esse cuidado começa com hábitos simples como se hidratar adequadamente, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e fazer acompanhamento médico regular, especialmente para quem tem hipertensão ou diabetes.

Natália Figueiredo - Portal SGC


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