Porto Velho (RO)22 de Setembro de 202616:16:17
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Saúde

Terapia epigenética pode reduzir atividade do vírus da hepatite B

Técnica altera marcadores no DNA viral e diminui sinais do vírus em testes iniciais com células, animais e primeiros pacientes


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Unsplash

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Uma nova estratégia de tratamento contra a hepatite B tenta conter o vírus sem alterar o DNA das células. Em vez disso, a técnica atua sobre marcas químicas que regulam a atividade genética, reduzindo a produção viral. Resultados iniciais indicam queda nos níveis do vírus em testes pré-clínicos e início de avaliação em humanos.

A hepatite B crônica afeta mais de 250 milhões de pessoas no mundo. Os medicamentos disponíveis conseguem controlar a infecção, mas raramente eliminam o vírus do organismo.

Como funciona a técnica

A abordagem, descrita no Nature Biomedical Engineering nessa segunda-feira (21/9), usa um sistema inspirado no CRISPR, mas sem cortar o DNA. A ferramenta é guiada até o material genético do vírus e adiciona marcas químicas que silenciam sua atividade. Com isso, o vírus deixa de produzir novas partículas.

O tratamento, chamado CRMA-1001, é transportado por nanopartículas lipídicas até as células do fígado. Ele atua tanto sobre o DNA viral livre quanto sobre fragmentos integrados ao genoma humano.

Em experimentos com camundongos, uma única aplicação reduziu proteínas e material genético do vírus. Em parte dos animais, esses níveis ficaram indetectáveis após seis meses.

Desafios do vírus

O vírus da hepatite B consegue permanecer no organismo por longos períodos. Ele forma estruturas que ficam escondidas nas células do fígado e podem reativar a infecção mesmo após anos de tratamento.

Além disso, fragmentos do vírus podem se integrar ao DNA das células humanas. Esse processo está associado a alterações celulares e pode contribuir para o desenvolvimento de câncer hepático.

Testes e próximos passos

A segurança da terapia também foi avaliada em macacos. Houve aumento temporário de enzimas do fígado em doses mais altas, com retorno aos níveis normais em poucas semanas.

Um ensaio clínico já está em andamento em humanos, com aplicação intravenosa e diferentes doses. O objetivo inicial é avaliar segurança e resposta do organismo.

Os autores apontam que ainda é cedo para falar em cura. Mesmo assim, a técnica pode se tornar parte de uma combinação de tratamentos, caso consiga manter o vírus sob controle por períodos prolongados.



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