Porto Velho (RO)05 de Outubro de 202617:58:55
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Saúde

Bebê sofre três paradas cardíacas após infecção associada a leite cru de cabra

Menina de 17 meses foi diagnosticada com infecção por E. coli e síndrome hemolítico-urêmica; ela ficou 11 dias internada nos Estados Unidos


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Uma bebê de 17 meses passou por uma grave complicação de saúde após uma infecção associada ao consumo de leite de cabra cru na Califórnia, nos Estados Unidos. Brooklyn Marris foi diagnosticada com uma infecção por E. coli produtora de toxina Shiga (STEC) e síndrome hemolítico-urêmica (SHU), além de ter sofrido três paradas cardíacas durante a internação.

O caso aconteceu em junho de 2025. Segundo o relato publicado pela família nas redes sociais, os primeiros sintomas foram diarreia e vômitos. A investigação apontou o leite cru como possível origem da infecção. Diferentemente do leite pasteurizado, o produto não passa por um tratamento térmico destinado a eliminar bactérias que podem causar doenças.

Sintomas se agravaram

A bebê começou a apresentar diarreia leve entre 31 de maio e 1º de junho. No dia seguinte, passou a vomitar e a família procurou orientação médica. Em 3 de junho, Brooklyn quase não conseguia ingerir líquidos e começou a apresentar vômito com bile.

No dia 4, diante do agravamento do quadro, a criança foi encaminhada ao pronto-socorro. Exames identificaram sinais compatíveis com a síndrome hemolítico-urêmica, uma condição que pode afetar os rins e outras funções do organismo.

Durante o tratamento, Brooklyn ficou sete dias sem produzir urina e precisou passar por diálise para substituir temporariamente a função dos rins.

Bebê sofreu três paradas cardíacas

Durante a internação, os médicos também identificaram uma infecção por Streptococcus pneumoniae e iniciaram tratamento com antibióticos.

Como a menina não recuperava a consciência, a equipe realizou exames para investigar possíveis complicações. Antes de uma punção lombar que estava prevista para investigar uma possível meningite, Brooklyn sofreu três paradas cardíacas.

Ela recuperou a consciência naquela mesma noite. No dia seguinte, foi confirmada a presença da bactéria E. coli O157. A diálise continuou nos dias seguintes, enquanto os médicos acompanhavam a frequência cardíaca e a pressão arterial.

A síndrome hemolítico-urêmica pode causar alterações nos pequenos vasos sanguíneos dos rins, prejudicando o funcionamento dos órgãos.

Recuperação

Em 11 de junho, Brooklyn voltou a se alimentar e começou novamente a produzir urina. No dia seguinte, deixou a UTI pediátrica e foi transferida para a enfermaria. A alta hospitalar ocorreu em 15 de junho, após 11 dias de internação.

De acordo com a atualização compartilhada pela família, a função dos rins continuava melhorando e a medicação para controlar a pressão arterial havia sido reduzida.

Em julho, a menina recebeu um kit de cuidados que incluía uma boneca. Segundo a mãe, Emily, Brooklyn passou a reproduzir nas brincadeiras os cuidados que recebeu durante a recuperação, dando à boneca o "remédio bom", como acontecia durante o próprio tratamento.

Metrópoles


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