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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou em defesa do Pix após o anúncio de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Segundo o governo norte-americano, o mecanismo de pagamento brasileiro estaria entre os temas analisados durante uma investigação sobre possíveis práticas comerciais consideradas desleais.
Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (17), Lula afirmou que o Brasil não pretende alterar o funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central.
"Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix. É público, é de graça e vai continuar assim", declarou o presidente.
Na mensagem, Lula também destacou que a soberania brasileira não está em negociação e reforçou a defesa de políticas nacionais diante das medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos.
A decisão norte-americana prevê a aplicação de uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras a partir de 22 de julho. De acordo com a administração do presidente Donald Trump, a medida foi tomada com base em alegações de que o Brasil adota práticas que prejudicariam empresas e exportadores dos Estados Unidos.
Entre os pontos citados pelos norte-americanos estão questões relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, produção de etanol e desmatamento ilegal.
O governo brasileiro, porém, contesta as acusações e afirma que a decisão possui motivações políticas. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos não correspondem à realidade e afirmou que o Brasil não teria aceitado pressões externas.
A discussão sobre o Pix ganhou destaque no cenário internacional devido à importância do sistema para a economia brasileira. Criado pelo Banco Central, o modelo de pagamentos instantâneos se tornou uma das principais formas de transferência de valores utilizadas por pessoas e empresas no país.
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