Porto Velho (RO)24 de Setembro de 202614:16:35
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VÍDE: Oruam tira tornozeleira com faca em live após habeas corpus

No vídeo, o cantor comemora a decisão judicial e agradece o apoio do público


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Reprodução Redes Sociais

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Horas após ter a prisão preventiva revogada pela Justiça do Rio de Janeiro, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais em que aparece retirando a própria tornozeleira eletrônica com o auxílio de uma faca.

No vídeo, o cantor comemora a decisão judicial e agradece o apoio do público.

"Liberdade, mano. Agradecer vocês, meus fãs. Liberdade cantou, não aguentava mais", declarou Oruam durante a gravação.

A decisão favorável foi proferida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que concedeu um novo habeas corpus e revogou o último mandado de prisão preventiva que constava em aberto contra o músico. Com o entendimento da Corte, Oruam deixou de ser considerado foragido e obteve o direito de responder ao processo em liberdade.

Nas redes sociais, a mãe do cantor também se manifestou sobre a revogação do mandado.

"Nem toda demora significa que Deus disse não. Às vezes, Ele está preparando aquilo que você pediu. Outras vezes, está preparando você. Aprenda a confiar também enquanto espera", escreveu.

Relembre as investigações contra o cantor

Oruam é réu em um processo que apura a suposta prática de lavagem de dinheiro em favor da facção criminosa Comando Vermelho (CV). A ação penal é movida em conjunto com o pai do artista, Márcio Santos Nepomuceno, o "Marcinho VP", apontado como uma das lideranças da organização.

O pedido de prisão preventiva havia sido formulado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) em janeiro deste ano sob a justificativa de risco de fuga.

Além do processo por lavagem de dinheiro, a investigação aponta que o rapper e um grupo de pessoas teriam atuado para impedir o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão contra um jovem conhecido como "Menor Piu" — investigado por envolvimento com o tráfico e atos infracionais análogos ao crime de roubo.

Segundo o relatório do Ministério Público, o grupo cercou a equipe de policiais civis durante a abordagem. Houve xingamentos, ameaças verbais e arremesso de pedras contra os agentes de segurança e a viatura oficial.

Um agente de segurança foi atingido por pedras nas costas e no calcanhar. O adolescente investigado aproveitou a confusão instaurada no local para fugir da ação policial. O processo criminal envolvendo o artista e os demais citados segue em andamento na Justiça do Rio de Janeiro.


D24am


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