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O livro Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível, da fotógrafa Marcela Bonfim, está entre os dez semifinalistas da categoria Artes, no eixo Não Ficção, do Prêmio Jabuti 2026. A lista foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em 29 de setembro.
Publicado pela editora Igrá Kniga, o livro aborda a presença negra na Amazônia a partir de temas como identidade, memória, território e pertencimento. A obra também reúne reflexões relacionadas às experiências da própria autora na região.
Marcela chegou a Rondônia em 2010. Em Porto Velho, passou a registrar comunidades negras, quilombolas, indígenas e populações de origem caribenha. A pesquisa desenvolvida a partir desses registros deu origem ao projeto Amazônia Negra, que começou na fotografia e posteriormente incorporou outras linguagens.
A obra também aborda diferentes processos históricos e sociais relacionados à presença negra na região, incluindo referências à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, às manifestações culturais do Vale do Guaporé e aos fluxos migratórios que contribuíram para a formação da população amazônica.
Em entrevista, Marcela afirmou que a experiência em Rondônia mudou sua trajetória e influenciou a pesquisa apresentada no livro.
"Rondônia mudou completamente o fluxo da minha, do, do meu imaginário, sobretudo, né, e também da minha relação com a minha própria cor."
Semifinal do Jabuti
O Prêmio Jabuti chega à 68ª edição em 2026. Neste ano, foram recebidas 4.675 inscrições, distribuídas em 23 categorias nos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
Na categoria Artes, dez obras avançaram para a semifinal. A próxima etapa será divulgada em 14 de outubro, quando serão conhecidos os cinco finalistas.
Os vencedores das categorias serão anunciados em 27 de outubro, durante a cerimônia do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo, em São Paulo.
Para Marcela, a presença do livro na semifinal representa o reconhecimento de uma pesquisa desenvolvida ao longo dos anos a partir da fotografia e dos encontros com pessoas e territórios da Amazônia.
Natália Figueiredo - Portal SGC