Reprodução / Instagram @andrehulk
O artista amazonense André Hullk está levando a arte da ancestralidade amazônica para as ruas da França. Após participar do Festival de Cinema e Cultura da América Latina, em Biarritz, ele segue circulando pelo país com murais e pinturas em paredes que carregam símbolos, referências e histórias da Amazônia.
Nas redes sociais, André tem compartilhado o processo de criação desses murais, mostrando a ancestralidade amazônica atravessando fronteiras e ocupando novos territórios.
A participação no festival, realizado entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro, é um dos mais importantes eventos de cinema e cultura latino-americana da Europa. Lá, Hullk levou ao público referências e questões relacionadas à realidade da Amazônia, em um momento marcado por intensos debates sobre preservação e queimadas.
Há 16 anos, o artista usa sua arte para denunciar o desmatamento na Amazônia. Na França, ele reforçou esse compromisso.
"Estar aqui é também afirmar que nós, artistas amazônidas, temos o direito de ocupar espaços internacionais e falar por nós mesmos, sem que outras pessoas precisem contar a nossa história", afirma.
"Falar sobre as queimadas é falar de uma realidade que não está distante de nós. Em Manaus, estamos enfrentando dias em que a fumaça toma conta do ar, e muitas pessoas acordam sem conseguir respirar com tranquilidade. Isso afeta nossa saúde, nossa qualidade de vida e nosso direito de viver em um ambiente saudável", comenta.
Segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 7.815 focos de queimadas entre 1 de janeiro e 12 de outubro de 2026.
Com os murais, o artista reforça a Amazônia como espaço de criação, memória e resistência, aproximando a arte produzida no Amazonas de públicos internacionais e mostrando que os próprios artistas amazônidas podem contar suas histórias.
d24am