Porto Velho (RO)21 de Agosto de 202615:38:43
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Vídeo: Advogado é preso após agredir filha de seis anos em elevador

Homem afirma ter ingerido bebida alcoólica e ter sido "um pouco ríspido" com a criança; agressões teriam sido motivadas por um breve sumiço da criança


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Reprodução

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Câmeras de segurança flagraram um homem agredindo a própria filha, de seis anos, dentro de um elevador no condomínio onde moram, na noite de quinta-feira (20), na Vila Siqueira, zona Norte da capital paulista. O advogado, de 44 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia.

A Polícia Militar foi acionada após funcionários do condomínio identificarem a agressão por meio das imagens das câmeras de segurança do elevador. No vídeo, o homem é visto chacoalhando a menina e puxando seu cabelo.

As imagens foram editadas pela CNN Brasil por serem fortes. 

Após verem as imagens, os policiais foram até o apartamento e prenderam o homem em flagrante. Depois, a mãe da menina também contou ter sido agredida durante a ocorrência.

Segundo o homem, as agressões ocorreram porque ele se desesperou após a menina desaparecer por um breve período. Além disso, ele afirma ter ingerido bebida alcoólica e diz não se lembrar de todos os fatos do dia.

O suspeito foi encaminhado à delegacia, onde o caso foi registrado como crime de maus-tratos pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O homem permaneceu preso e à disposição da Justiça.

Dinâmica do crime

Em depoimento, a mãe da criança relatou que, naquele dia, deixou o marido cuidando da filha enquanto ia trabalhar, já que as atividades do homem são no formato de home office.

Ao voltar para casa, quando ainda estava no elevador, ouviu uma discussão onde o marido chamou a criança de "filha da p****". Ela entrou na casa e tentou intervir, questionando o homem, mas, enquanto discutiam, os dois se agrediram com empurrões.

A esposa pediu que ele deixasse o apartamento e levou a filha para outro cômodo, enquanto o advogado arrumava as malas. Neste momento, a síndica do condomínio interfonou para a casa informando que havia acionado a PM (Polícia Militar). Mãe e filha saíram de casa e ficaram no apartamento da mulher até que os policiais chegassem.

Quando os agentes entraram no apartamento, o homem foi encontrado trancado em um dos cômodos da residência. Além disso, segundo os policiais, o imóvel estava totalmente revirado, com diversos objetos espalhados.

Ele se recusou a sair, fazendo com que os agentes arrombassem a porta. Ainda assim, ele não saiu do cômodo e foram realizadas negociações por aproximadamente duas horas. Depois desse período, ele saiu do local, mas não quis prestar declarações.

Versão do suspeito

Já segundo o depoimento do advogado, no período da tarde, a criança iria se encontrar com uma amiga no condomínio. A menina acabou ficando no hall de entrada do prédio enquanto ele se ausentou. Quando voltou, se desesperou ao não encontrar a filha, o que motivou as agressões.

O homem ainda afirmou que "pode ter sido um pouco ríspido" com a criança. Sobre tapas ou puxões de cabelo, diz que não se recorda de ter praticado alguma dessas agressões.

Ele confirma ter discutido com a mulher e a filha dentro do apartamento, porém nega que houve contato físico entre ele e a mulher, afirmando ter "95% de certeza que não encostou na esposa", e que houve apenas uma discussão verbal. Afirma, ainda, não possuir lembrança integral de tudo o que ocorreu por ter ingerido bebida alcoólica.

De acordo com ele, quando a Polícia Militar foi acionada, optou por não atender aos agentes por estar ciente de seus direitos.


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